Por: Renato Sanson
O Black Metal sempre foi à lacuna
mais difícil de mexer no Metal em si. Pois, sua música nunca transcendeu padrões,
muito pelo contrário, sempre se manteve em mutações. Dentro do estilo você
encontra o ríspido e gélido Black Metal ao mais sinfônico. Ao meio do caminho
temos aquelas bandas que não optam por velocidade, mas sim por cadencia, peso e
melodia.
Os paulistanos do Aske seguem
este caminho, influenciado pelo Black/Death Metal mais old school com boas
pitadas de Samael.
A simplicidade casa com as variações rítmicas e melódicas obscuras. Com uma vocal rasgado e bem entendível que soa cadenciado ao meio do peso. Talentos de fato não faltam para o duo formado por Filipe Salvini (baixo/vocal) e Lucas Duarte (guitarra).
Trazendo um som direto, cru
e bem marcante. Com letras acidas e criticas insanas as religiões, mas não apenas blasfêmias por blasfêmias. É possível notar um grande estudo e conhecimento de religiões, que são muito bem colocadas em cada letra. O álbum ainda conta com duas musicas cantadas em português que
não destoam do restante do material, mostrando ser uma ótima opção para o
futuro.
A produção é simples, mas no
geral não compromete a proposta. Com todos os instrumentos em boa evidencia e
dosagem.
O Aske faz sua estreia de uma
ótima maneira e chama a atenção não por inovar, mas fazer o já criado de uma
forma bem feita e atrativa aos ouvidos.

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