14 de julho de 2021

Renan Lourenço: “[...]o advento de lives e cursos online no qual ninguém se dedica ou estuda é puramente pobreza de espírito e escassez de cultura e amor à arte, infelizmente.”

Entrevista: Renato Sanson

Foto: Raquel Souza
Foto: Raquel Souza


Guitarrista: Renan Lourenço de Londrina/PR.

 

Renan, primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista na volta as atividades do Heavy And Hell, para nós isso é muito importante e gratificante.

Eu que agradeço! Poder contar com pessoas como você é o que faz todo nosso esforço e dedicação valerem a pena! É uma honra ter meu trabalho em suas mãos e na Heavy and Hell! Obrigado!

 

Conte-nos sobre sua trajetória musical até o nascimento de “Inception”.

Bom resumidamente, comecei a estudar música aos 14 anos de idade (acabo de completar 30!) Apaixonado pela sonoridade do rock'n roll, chegou um momento em que somente ouvir não me satisfazia, foi aí que senti a necessidade de tocar/executar aquilo que ouvia. Tive a sorte e o privilégio de contar com excelentes professores particulares em especial meu primeiro professor Wander Lourenço de Ibiporã-PR, cidade onde nasci aqui do lado de Londrina-PR. Aos 21 anos ingressei na UEL (Universidade Estadual de Londrina) no curso superior de Licenciatura em Música me formando em 2016. Durante a faculdade comecei a tocar na noite de Londrina e região com algumas bandas covers e paralelamente a isso compondo e desenvolvendo as primeiras ideias que estariam no meu primeiro álbum solo chamado INCEPTION. Em 2017/2018 dei início a esse projeto gravando e lançando 3 singles (que estão no álbum). Após alguns problemas particulares/familiares e principalmente devido a pandemia, consegui enfim, concretizar esse sonho lançando INCEPTION no dia 17 de maio de 2021.

 


Seu Debut conta com várias participações, mas duas delas mais que especiais: Derek Sherinian e Edu Ardanuy. Como se deu o contato com ambos?

Com o Edu tive a honra de fazer aulas presenciais em 2017/2018, fui algumas vezes em sua residência em São Paulo-SP, uma experiência sensacional. Edu sempre foi uma grande (uma das maiores!) Referência para mim, sua forma de compor e tocar sempre me emocionou muito e até hoje me inspiro em sua obra, obviamente o convidaria para participar do meu primeiro álbum solo, fiquei extremamente grato quando ele topou. Quanto ao Derek Sherinian foi algo "por acaso". Um grande amigo baterista Bruno Pamplona (o mesmo que gravou todas as baterias do meu álbum) comentou comigo que Sherinian gravava alguns trabalhos de músicos de todo o mundo de forma remota/online e divulgava em suas redes sociais, bastaria enviar o áudio para o mesmo e esperar seu retorno, confesso que no início não dei muita "bola" achei que seria algo inimaginável, afinal, Sherinian tem um currículo invejável: Yngwie Malmsteen, Dream Theater, Kiss, Billy Idol, Black Country Communion entre outros, mas para meu espanto ele topou e o resultado é sua participação na faixa “Mother Nature” que abre o disco!


Foi desafiador criar essas composições para essas duas feras participarem?

Sim, muito! Já me cobro muito naturalmente, imagina em uma situação como essa. “Mother Nature” eu já tinha composto, procurei adaptá-la a situação e deixar o melhor espaço possível para o Derek Sherinian gravar suas partes. Quanto a faixa "Pandemia", compus exclusivamente e pensando na participação do Edu Ardanuy, é a faixa mais metal e mais pesada do álbum, e eu fiquei muito honrado com o que ambos fizeram, ficou lindo.

 


“Inception” mantém a aura dos guitar heros, mas também é feito para os fãs de música pesada em geral. Pesado, melodioso e marcante. Qual a ideia por trás do mesmo?

A sonoridade como um todo foi algo natural, provavelmente devido as minhas várias influências e referências, claro que o mais marcante e evidente no álbum é o rock e o metal, minha base e o que me fez se interessar pelo instrumento, mas ao longo dos anos, estudando e pesquisando música, fui me interessando por outras atmosferas como blues, jazz, funk, fusion e violão erudito e brasileiro, naturalmente isso se refletiu nas composições, porém sem perder meu amor pelo som pesado.

 

Como você enxerga a situação atual da indústria musical ao meio a pandemia?

A indústria musical vem sofrendo uma grande mutação não é de hoje, principalmente com o advento da internet e tecnologia, a pandemia só intensificou e acelerou tal fato. Como em tudo na vida há o lado bom e ruim, o bom é termos a possibilidade e de certa forma facilidade em divulgarmos nosso trabalho para praticamente o planeta inteiro, o lado ruim, na minha opinião, é a superficialidade que tal facilidade e velocidade de informação acometeram as pessoas, não é novidade alguma que vivemos em uma sociedade cada vez mais ansiosa e com menos cultura e apreço pela arte, sem dúvida, esse fenômeno a qual me refiro influenciou diretamente nisso: dificuldade em ouvir um disco inteiro, em acompanhar e principalmente apreciar com profundidade uma obra de arte, a predileção por assistir um show no sofá de casa através de uma “live” ao invés de um show presencial, inclusive, na minha opinião, a pandemia é só uma desculpa para tal escolha, o advento de lives e cursos online no qual ninguém se dedica ou estuda é puramente pobreza de espírito e escassez de cultura e amor à arte, infelizmente.

 

Ainda é cedo para falar, mas você já está pensando no próximo passo após “Inception”?

Sim! Infelizmente a pandemia veio para atrapalhar a carreira de todos nós, porém tenho planos para shows e principalmente workshops focados na execução integral de INCEPTION, bem como material áudio/visual que será produzido. E claro, a longo prazo, já tenho material para o segundo álbum!

 


Algo que chama muito a atenção nos tempos atuais, são os artistas que lançam seu material fisicamente em paralelo ao streaming, que tem dominado amplamente o mercado e trazendo muitas facilidades. O quão é importante para você lançar fisicamente o seu trabalho?

Foi muito importante para mim lançar INCEPTION fisicamente... agradeço imensamente a todos os amigos que me ajudaram de alguma forma e principalmente aos patrocinadores. Esse assunto tem total relação com o que falamos anteriormente, uso e abuso das plataformas digitais, é sensacional, já perdi as contas há um bom tempo, de quantos álbuns, bandas e músicos que conheci graças a facilidade das plataformas, é muito legal! Porém, posso estar equivocado, mas vejo de alguma forma uma certa “superficialidade” em lançar somente nas plataformas digitais, pode ser ignorância minha, mas sinto como se não tivesse meu trabalho "realmente em mãos", plataformas e internet no geral não é algo palpável, e talvez até não seja eterno, não que o cd ou até mesmo o vinil não tenham vida útil, mas fui realmente sentir a concretização do meu sonho, que era o lançamento do meu álbum solo, quando estive pela primeira vez com meu cd em mãos.

 

Links:

https://www.facebook.com/RenanLourencoGuitar/

https://www.instagram.com/renan_lourenco_guitar/

https://www.youtube.com/user/RenanLourencoguitar

 

 

 

2 de julho de 2021

Resenha – Banda: Dark Asylum – EP: Deep in the Madness (2021)

Resenha por: Renato Sanson

Arte por: Günther Natusch 


O underground costuma ser cruel e muitos talentos ficam pelo caminho e pouco sabemos de suas histórias e músicas. Alguns ainda conseguem de certa forma lançar uma Demo ou EP, mas outros ficam apenas as lembranças dos shows pelos diversos palcos a fora.

Com a Dark Asylum não seria diferente. Nascida em 2003 e com muita personalidade em sua musicalidade que transita entre o Heavy Tradicional e o Thrash Metal, os gaúchos de Porto Alegre mostraram sua força nos shows, mas ficou apenas na lembrança todo aquele poderio sonoro, pois em 2007 após gravarem dois EP’s a banda encerrou as atividades e os trabalhos já gravados foram engavetados.

Porém em 2021 o Hospício voltou à ativa e nada melhor que retornar lançando o material que já estava pronto, eis que nasce o excelente EP “Deep in the Madness” e é incrível ouvi-lo e ver o quanto soa atual e poderoso, mostrando uma sonoridade madura e acima da média.

Os riffs e solos são espetaculares, assim como o peso do baixo e a agressividade das linhas de batera (gravadas na época pelo conceituado Everson Krentz), mas o ponto alto são as linhas vocais de Aparício Neto, que trazem uma dramaticidade e versatilidade incríveis, um timbre na linha da lenda Warrel Dane.

A produção de “Deep in the Madness” soa clara, pesada e com os instrumentos saltando aos ouvidos, dando a impressão de estarem tocando ao vivo bem na sua frente, sem superficialidade. É notável todos esses elementos após a intro sombria e agoniante de “Brainwash” (ouça e você vai entender...) com “Final Link” ou “Highest Force”, onde o peso e a agressividade imperam, acompanhados de muito feeling e refrões enérgicos.

Para este que vós escreve, tive a oportunidade de assistir o manicômio da Dark Asylum ao vivo em meados de 2006/2007 no “IV Live Jam” em minha cidade (Canoas) e pude presenciar uma grande banda que felizmente retomou o seu caminho, e claro, redigir essas singelas palavras sobre este belo trabalho musical depois de tantos anos. O underground é cruel, mas também nos traz grandes alegrias e nos faz reviver grandes momentos.

 

Links:

Instagram: https://www.instagram.com/darkasylumofficial

Youtube: https://www.youtube.com/user/deepinthemadness

Gravadora: https://www.instagram.com/truemetalrecords

Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

 

Tracklist:

1. Brainwash (intro)

2. Final Link

3. Factory of Fools

4. Feel the Heat

5. Highest Force

 

Formação:

Aparício “Dark” Neto - Vocais

William “The Axe Murderer” Leite - Guitarras

Ângelo “Angel of Death” Gobbi - Guitarras

John “Doomslayer” Xavier - Baixo

 

 

  

11 de junho de 2021

Resenha – Músico: Renan Lourenço – Álbum: Inception (2021)

Resenha por: Renato Sanson

É inegável que tivemos um 2020 sombrio e não sabíamos o que esperar para o próximo ano, já que tudo seguia estagnado e os avanços para o fim pandêmico pareciam (e parecem) só se arrastar. O que impacta diretamente a industrial musical e seus artistas.

Mas 2021 tem se mostrado generoso e nos apresentando ótimos lançamentos e o quanto estão compondo neste período sabático. Então chega aos nossos ouvidos o Debut do guitarrista paranaense Renan Lourenço e o ótimo “Inception”.

Diferente do que muitos podem pensar, “Inception” não é um álbum instrumental feito de músico para músico, mas sim para qualquer fã de guitarra e de música pesada em geral.

Pois além da técnica exuberante presente, as estruturas e melodias soam de fácil assimilação e os instrumentos de apoio soam diferenciados e muito bem colocados. Sem duelos ou exibicionismos exacerbados, mas sim, composições muito bem arranjadas e com nuances que transitam entre a música brasileira, Metal, Blues e regionalismo.

“La Inspiracion” transborda um romantismo que salta aos ouvidos, com a guitarra dividindo espaço com linhas de violino belíssimas, não necessitando de uma letra para mostrar todo o seu poder emocional. Simplesmente de arrepiar!

Assim como a fantástica “Real Life Dream” com um belo dedilhado abrindo espaço para um acordeon de tirar o fôlego, que confesso que me levou as lágrimas. Tamanha a comoção que nos passa e transitando por momentos mais agitados e técnicos, mas que sabe muito bem a hora de voltar a simplicidade e brilhar intensamente com belas melodias e passagens marcantes.

O “Perto e o “longe” são relativos, a distância separa ou aproxima. A distância torna-se uma barreira, quando temos tudo e ao mesmo tempo não temos nada.” Assim encerra-se o disco com essas palavras no encarte da faixa “Tão Perto, Tão Longe” soando acusticamente sombria, mas também cheia de esperança.

Esses são apenas três pequenos exemplos do que você pode encontrar ao apertar o play, pois Renan criou uma obra para emocionar e fazer você vibrar com sua técnica e mirabolância, mas tudo com muito feeling e conhecimento de causa.

A produção feita por Alexandre Bressan (3EM1 Studio) é do mais alto nível e não só engrandece as linhas de guitarra de Renan como todos os demais instrumentos e participações, deixando tudo muito homogêneo e natural.

Ah claro, não poderia encerrar a resenha sem mencionar as participações especiais das lendas Derek Sherinian e Edu Ardanuy, onde fazem um bom trabalho nas composições a qual participam, mas “Inception” em si é tão grandioso e as participações menos famosas fizeram tanto a diferença, que tê-los torna-se apenas um complemento.

 

Tracklist:

1 – Mother Nature-Part 1 (feat. Derek Sherinian);

2 – Dirty Channel;

3 – Faca Sem Ponta Não Fere Ninguém;

4 – La Inspiracion (feat. Wander Lourenço);

5 – Pandemia (feat. Edu Ardanuy);

6 – Influence;

7 – Real Life Dream;

8 – Inception;

9 – Tão Perto, Tão Longe

 

Links:

https://www.facebook.com/RenanLourencoGuitar/

https://www.instagram.com/renan_lourenco_guitar/

https://www.youtube.com/user/RenanLourencoguitar

 

Streaming: https://open.spotify.com/artist/6GkX4bDrAtVDNjk6hbvKz9

 

2 de abril de 2021

Clássicos do Death Metal #01: "Deicide" (1990) - Deicide

Salve Headbangers!
O maldito filho a casa retorna! Estou extasiado e feliz em poder escrever novamente aqui no Heavy And Hell, um blog feito para headbangers, sem modismos como se estivéssemos em um papo de mesa de bar (em épocas de pandemia tem que ser virtual mesmo). Então sem mais delongas, vamos falar de um marco para a cena do Death Metal, o debut auto intitulado do Deicide.

 
O começo da década de 90 foi um divisor de águas para a cena do metal morte a nível mundial, claro que algumas bandas e locais se destacaram e quando falamos na região da Flórida, mais precisamente Tampa, se destacaram nomes como Death, Morbid Angel, Obituary e Amon que daria origem ao Deicide.

A mente por trás de tal formação foi o baterista Steve Asheim (bateria) que no ano de 1987 tinha o Carnage ao lado dos irmãos Eric e Brian Hoffman, dupla de guitarristas que veio a marcar para sempre a história do Deicide. Vale ressaltar que tem fãs que dizem que desde a saida deles, o grupo nunca mais foi o mesmo!

Com a entrada de Glen Benton na banda fez eles ganharem a personificação da maldade que tanto procuravam. Confira as duas demos do ainda Amon, "Feasting The Beast" e "Sacrificial" e você irá perceber algumas ideias que depois seriam lapidadas em trabalhos futuros.

A transição para Deicide vem com o contrato com a Roadrunner Records. Assim, gerado no berço maldito do Morrisound Studios contando com o toque de 'Midas' de Scott Burns temos então "Deicide"! O primeiro full inédito, ou quase, pois dos dez sons, oito estão nas demos do Amon já citadas, só que aqui com a produção que merecem.

Como um tiro afrontoso na cara do moribundo nazareno e no pilar religioso que falsamente sustenta a humanidade, as letras do trabalho vão desde citações a maníacos como Charles Manson (Lunatic Of God's Creation) e Jim Jones (Carnage In The Temple Of The Damned), passando também pela fonte quase inesgotável de influências que é "Evil Dead" (a "Morte do Demônio", no Brasil) filme do diretor Sam Raimi com o clássico dos clássicos Dead by Dawn.

Ouvindo o trabalho hoje, note como ele continua influente e atual. Lunatic Of God's Creation tem a marca de Steve Asheim com seus blast beat marcando o tempo da música e os vocais dobrados de Glen que são uma marca inconfundível do Deicide. Já na abertura, está tudo ali e estamos falando de uma faixa presente em todos os set lists da banda até hoje.


Sacrificial Suicide eleva a satânica potência à escola do Slayer, note o riff inicial da mesma. Oblivious To Evil te impressiona quando você lembra que além dos grunhidos e berros Glen também está no baixo, fazendo a base para um trabalho de guitarra matador. E por falar em matador, como citei aqui, o som que na minha opinião é um dos maiores hinos do death metal, Dead By Dawn, ou mortos ao amanhecer é uma profecia, deixando claro o castigo para todos que não vangloriar essa profana obra.

Blaspherereion é o extremo do extremo, pode parecer bizarro falar isso afinal de contas esse é um trabalho de metal extremo mas esse som é tão veloz e agressivo que se destaca como um desafio para qualquer banda executar essa faixa em especial.

NO LORD SHALL STAND BEFORE MYSELF!!!!!!!!!!!!
- nenhum senhor estará diante de mim. Essa é a mensagem da faixa que batizaria a banda a partir desse registro, e deixa claro o satanismo, que é uma marca de Glen e isso gerou para ele ao longo dos anos muita dor de cabeça e fama também, quem não se lembra da história do suicídio?

Jim Jones é uma mácula na história moralista americana, então começar um som com uma fala dele é sim uma afronta! A letra retrata o massacre que o mesmo gerou, um mar de 909 corpos sendo mais de 300 menores de idade. Mephistopheles é uma das faixa feitas especialmente para esse trabalho de estreia e se Araya canta rápido em Piece by Piece logicamente Benton também consegue. Fica aqui um desafio, tente cantar junto com a letra!

Estamos chegando ao final do trabalho, Day Of Darkness é uma das mais curtas com pouco mais de dois minutos e os urros de Benton a frente, narrando o dia em que o mal vencerá, e se temos o trabalho abrindo com um clássico, nada mais justo do que fechar com essa proposta, então Crucifixation é o suprassumo do que ouvimos até aqui e com a frase que sintetiza todo o ouvinte desse trabalho até aqui "You will give praise to Satan!".

Você irá louvar satanás e nós iremos louvar a obra do Deicide, um opus que é um dos marcos do metal morte. Não poderíamos voltar melhor às atividades em uma sexta feira supostamente $anta.
 
 
Tracklist:
01 - Lunatic Of God's Creation
02 - Sacrificial Suicide
03 - Oblivious To Evil
04 - Dead By Dawn
05 - Blaspherereion
06 - Deicide
07 - Carnage In The Temple Of The Damned
08 - Mephistopheles
09 - Day Of Darkness
10 - Crucifixation

Formação:
Glen Benton - vocal e contrabaixo;
Eric Hoffman - guitarra;
Brian Hoffman - guitarra;
Steve Asheim - bateria.
Resenha: Luiz Harley Caires

20 de maio de 2018

Resenha - Banda: Magnum - Álbum: Lost on the Road to Eternity (2018 - Shinigami Records)


Resenha por: Renato Sanson


São 40 anos de história e uma trajetória majestosa, os ingleses do Magnum sempre se mantiveram relevantes e nos brindam em 2018 com seu 20° disco de estúdio o ótimo “Lost on the Road to Eternity”.

Trazendo toda pompa de seu Rock Progressivo vigoroso e carregado de emoção. Chega a ser uma injustiça pensar que o Magnum não atingiu o patamar máximo de gigante do estilo, pois qualidade mostram de sobras sob o comando do fantástico vocalista Bob Catley.

As composições do novo álbum seguem uma mesma linha, mas com toques refinados que só o Magnum sabe fazer, ou seja, temos um disco homogêneo e com ótimas melodias e variações, seguidos de climas de teclado belíssimos e composições repletas de feeling.

“Lost on the Road to Eternity” também apresenta uma produção de alto nível assim como sua parte gráfica com uma capa lindíssima, que faz você ficar horas analisando a mesma e seus detalhes, sem contar as diversas participações especiais do álbum, dentre elas o ilustríssimo Tobias Sammet (Edguy e Avantasia).

Em outras palavras “Lost on the Road to Eternity” é um discão e mostra que os velhinhos ainda estão com tudo!

Há tempo de mencionar o disco bônus que apresenta quatro clássicos ao vivo gravados em 2017.

É ouvir e se apaixonar por um dos melhores álbuns de 2018.

Links:

Tracklist:

CD 1:
1. Peaches and Cream
2. Show Me Your Hands
3. Storm Baby
4. Welcome to the Cosmic Cabaret
5. Lost on the Road to Eternity
6. Without Love
7. Tell Me What You’ve Got to Say
8. Ya Wanna Be Someone
9. Forbidden Masquerade
10. Glory to Ashers
11. King of the World

CD 2 (2017 Live Versions):
1. Sacred Blood Divine Lies
2. Crazy Old Mothers
3. Your Dreams Won’t Die
4. Twelve Men Wise and Just

Formação:
Bob Catley - Vocais
Tony Clarkin - Guitarras
Al Barrow - Baixo
Rick Benton - Teclados
Lee Morris - Bateria

Convidados especiais:
Tobias Sammet - Vocais em “Lost on the Road to Eternity”
Lee Small - Vocais em “King of the World”, “Without Love” e “Ya Wanna Be Someone”
Dan Clark - Vocais em “King of the World” e “Without Love”
Liam Doherty - Vocais em “Ya Wanna Be Someone”
Louis Cope - Vocais em “Ya Wanna Be Someone”