18 de maio de 2013

Entrevista: Dynahead - Rompendo Barreiras

Entrevista por: Renato Sanson

Uma das bandas mais promissoras do Metal nacional, chega ao seu 3° trabalho de estúdio, o complexo e criativo "Chordata I". O Dynahead mostra mais do que evolução a cada trabalho, mas sim criatividade e um senso de complexidade fora do normal, sendo considerada uma das bandas mais criativas do Brasil.

Confira nossa entrevista exclusiva com a mente por trás de todo esse trabalho, o vocalista Caio Duarte:



HAH: O que chama atenção no Dynahead é variação sonora que encontramos, prendendo o ouvinte desde o primeiro momento, pois encontramos influências de varias vertentes do Metal e do Jazz. Como vocês conseguem chegar à tamanha complexidade e variedade em suas composições?

Caio Duarte: Primeiramente muito obrigado pelo interesse em nosso trabalho! Todos na banda são extremamente ecléticos, e também temos a sorte de ter músicos muito competentes. Quando você não impõe limites à criatividade, esse tipo de complexidade e variedade acaba surgindo por si só. 
  
HAH: Fale-nos um pouco sobre o conceito da capa do álbum "Youniverse", que conta com vários simbolismos astronômicos.

Caio Duarte: A capa foi feita pelo Gustavo Sazes, que também fez a capa do "Antigen". Demos bastante liberdade a ele, fornecemos apenas uma descrição do tema do disco e uma orientação estética. A escolha da simbologia foi feita por ele, com base nos conceitos-chave que passamos. Queríamos mostrar imagens que representassem a busca do ser humano, ao longo de sua história, para compreender o Universo. Então ali você encontra desde ferramentas astronômicas mais modernas, até referências ao zodíaco e à astrologia medieval.

  

HAH: Em "Antigen" (2008 – 1° álbum) temos uma banda mais direta e agressiva. Já em "Youniverse" temos uma banda com uma faceta mais melódica e progressiva, e em "Chordata I" temos uma mescla, com um equilíbrio perfeito entre agressividade e as partes mais melódicas e intrincadas. Isto foi proposital ou foi uma evolução natural?

Caio Duarte: Obrigado pelos elogios! Diria que foi um processo de evolução. No primeiro disco ainda estávamos um pouco desorientados com relação à nossa música, e ainda tínhamos uma certa preocupação em atender alguns 'lugares-comuns' do que se espera de uma banda de Metal. Já no "Youniverse" e no "Chordata", nos sentimos muito mais à vontade de explorar outras facetas, e de procurar desafiar os limites impostos por gêneros musicais. Junte-se isso à nossa evolução como músicos e pessoas, e o resultado está no som.

HAH: Como é para vocês fazer um som cheio de complexidade e sonoridades diferentes em uma cena metálica tão desigual como temos aqui no Brasil? E em termos de aceitação, como está sendo isso perante aos headbangers?

Caio Duarte: A cena metálica em todo o mundo tende a ser bastante conservadora, e aqui no Brasil a coisa se agrava. A nossa cena foi totalmente devastada por certos veículos de mídia, que monopolizaram tudo em benefício próprio por muitos anos. Os fãs de Metal se dispersaram graças à ação dessas pessoas, e por isso é muito difícil uma banda se tornar realmente conhecida em todo território nacional - a não ser que tenha "contatos" e faça um som extremamente clichê e modista. Por isso sentimos que sempre nadamos contra a maré, e nesse processo vamos conhecendo e nos juntando a curtidores e artistas que também discordam desse 'status quo'. 

A aceitação ao trabalho tem sido muito legal pelo mundo afora, mas claro que os círculos mais "conservadores" fazem todo o possível para nos rebaixar. Felizmente não damos bola para isso, tem espaço para todos e estamos muito satisfeitos com o barulho que conseguimos fazer apenas com nosso trabalho e com o apoio de quem gosta.


HAH: Qual o real significado do nome Dynahead?
Caio Duarte: É meio que um segredo de estado (risos). Quem sabe um dia revelemos... 

HAH: Falando do novo álbum "Chordata I", como foi o processo de composição do mesmo? E neste novo trabalho, quais temas são abordados nas letras?

Caio Duarte: A composição dele foi bastante tranquila e rápida. Eu particularmente tive um surto criativo, e compus muito material em bem pouco tempo. As letras falam sobre a evolução da vida sob uma perspectiva biológica e darwiniana, e se estendem desde o princípio da vida até a era atual.


HAH: O novo trabalho apresenta uma capa belíssima, rica em detalhes, e com traços fortes e marcantes. Como surgiu a ideia para este trabalho?

Caio Duarte: Buscávamos uma arte feita a mão, orgânica, pois complementaria bem a temática e a sonoridade do álbum. Conhecemos o Chris Panatier, um artista americano competentíssimo, e o demos liberdade artística total. Apenas descrevemos o conceito e ele fez aquela arte enorme... O resultado ficou fantástico.



HAH: "Chordata I" terá uma continuação, vocês já tem algum material pronto para ele? Tem alguma previsão de lançamento?

Caio Duarte: Na verdade a parte II está gravada e finalizada, apenas aguardando o lançamento! Compusemos e gravamos tudo como um disco só, mas decidimos lançar em duas partes por que a obra ficou bastante longa. A segunda parte será lançada ano que vem.

HAH: Bom, gostaria de agradece-los pelo tempo cedido e deixo o espaço final a vocês.

Caio Duarte: Muito obrigado pelo interesse no nosso trabalho! No nosso site oficial - www.dynahead.com.br - você encontra muitos vídeos, canais no Facebook, YouTube e Twitter, além da loja onde você pode comprar ou baixar gratuitamente o nosso material. Espero que todos curtam o novo trabalho, e nos vemos em breve!


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