20 de maio de 2018

Resenha - Banda: Magnum - Álbum: Lost on the Road to Eternity (2018 - Shinigami Records)


Resenha por: Renato Sanson


São 40 anos de história e uma trajetória majestosa, os ingleses do Magnum sempre se mantiveram relevantes e nos brindam em 2018 com seu 20° disco de estúdio o ótimo “Lost on the Road to Eternity”.

Trazendo toda pompa de seu Rock Progressivo vigoroso e carregado de emoção. Chega a ser uma injustiça pensar que o Magnum não atingiu o patamar máximo de gigante do estilo, pois qualidade mostram de sobras sob o comando do fantástico vocalista Bob Catley.

As composições do novo álbum seguem uma mesma linha, mas com toques refinados que só o Magnum sabe fazer, ou seja, temos um disco homogêneo e com ótimas melodias e variações, seguidos de climas de teclado belíssimos e composições repletas de feeling.

“Lost on the Road to Eternity” também apresenta uma produção de alto nível assim como sua parte gráfica com uma capa lindíssima, que faz você ficar horas analisando a mesma e seus detalhes, sem contar as diversas participações especiais do álbum, dentre elas o ilustríssimo Tobias Sammet (Edguy e Avantasia).

Em outras palavras “Lost on the Road to Eternity” é um discão e mostra que os velhinhos ainda estão com tudo!

Há tempo de mencionar o disco bônus que apresenta quatro clássicos ao vivo gravados em 2017.

É ouvir e se apaixonar por um dos melhores álbuns de 2018.

Links:

Tracklist:

CD 1:
1. Peaches and Cream
2. Show Me Your Hands
3. Storm Baby
4. Welcome to the Cosmic Cabaret
5. Lost on the Road to Eternity
6. Without Love
7. Tell Me What You’ve Got to Say
8. Ya Wanna Be Someone
9. Forbidden Masquerade
10. Glory to Ashers
11. King of the World

CD 2 (2017 Live Versions):
1. Sacred Blood Divine Lies
2. Crazy Old Mothers
3. Your Dreams Won’t Die
4. Twelve Men Wise and Just

Formação:
Bob Catley - Vocais
Tony Clarkin - Guitarras
Al Barrow - Baixo
Rick Benton - Teclados
Lee Morris - Bateria

Convidados especiais:
Tobias Sammet - Vocais em “Lost on the Road to Eternity”
Lee Small - Vocais em “King of the World”, “Without Love” e “Ya Wanna Be Someone”
Dan Clark - Vocais em “King of the World” e “Without Love”
Liam Doherty - Vocais em “Ya Wanna Be Someone”
Louis Cope - Vocais em “Ya Wanna Be Someone”


15 de maio de 2018

Resenha - Banda: Encéfalo - Álbum: DeaThrone (2018 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Se nos dois primeiros trabalhos o Encéfalo ainda transitava pelo Thrash Metal mais ríspido com certos flertes com o Death Metal, em “DeaThrone” a veia extrema vem mais consolidada e mostra um verdadeiro disco de Metal Extremo nos melhores moldes da cena nacional.

Agressivo, pesado e veloz, assim podemos definir este terceiro trabalho que soa como um divisor de águas em sua sonoridade e que cai muito bem ao trio cearense.

Os riffs são encorpados e variados, com mesclas mais diretas e outras mais trabalhadas, os vocais estão ainda mais urrados e pútridos tendo um baixo seguro e potente que dá espaço para as brilhantes linhas de bateria que apresentam blast beats esmagadores e um pedal duplo endiabrado.

A produção é seca e cristalina, fazendo-se perceber cada detalhe e sem deixar o peso de lado. A parte gráfica apresenta uma capa brutal e rica em detalhes com um layout simples e satisfatório, dando ao entender o que você irá encontrar ao apertar o play.

Aqui não há descanso e são 9 faixas que beiram a insanidade extrema regada por muito bom gosto e profissionalismo. Ouça e perca o pescoço!

Links de acesso:

Tracklist:
1. Intro
2. Echoes from the Past
3. Visceral Sadism
4. Annihilation Contempt to the Majesty
5. Blessed by the Wrong Choice
6. Hell
7. These Final Rotten Days
8. Food for Tyranny
9. Retaliation
10. A Hollow Body

Formação:
Henrique Monteiro - Baixo, vocais
Lailton Souza - Guitarras
Rodrigo Falconieri - Bateria

18 de março de 2018

Resenha - Banda: Enslaved - Álbum: E (2017 - Shinigami Records/Nuclear Blast)


Resenha por: Renato Sanson


Quando se pensa em Black Metal com influencias progressivas logo nos vêm em mente os noruegueses do Enslaved, que desde 1994 molda sua sonoridade e a distância do Metal negro, devido suas inclusões progressivas e viajantes que adotam.

Pois bem, em 2017 o Enslaved traz seu 14° álbum de estúdio, sob o nome de “E”, e a proposta segue a mesma, ainda mais intrincada, progressiva e agressiva, já que podemos notar em muitos momentos a veia Black Metal, mas é sucumbida pelas mesclas sonoras, o que de fato não é novidade em sua trajetória.

Musicalmente é um álbum de difícil assimilação já que são necessárias várias audições até pegar bem a proposta (para quem já gosta da banda sabe bem disso, porque de fato não tem disco “fácil” em sua discografia), são muitas passagens e momentos variados, mas que apresentam ótimo equilíbrio quando você consegue entender sua música, que atrás até mesmo momentos mais atmosféricos e com boas melodias.

Em termos individuais os músicos dão um show à parte e mostram um alto nível surpreendente, deixando a sonoridade ainda mais intrincada e variada.

Sim, o Enslaved pode ser considerado o “Pai” do Progressive Black Metal, e mesmo que não agrade os mais radicais por constar o termo “Black Metal”, sua qualidade é latente e surpreende positivamente até os que não gostam do estilo.

Links de acesso:


Tracklist:
1. Storm Son
2. The River’s Mouth
3. Sacred Horse
4. Axis of the Worlds
5. Feathers of Eolh
6. Hiindsiight
7. Djupet
8. What Else is There?

Formação:
Grutle Kjellson - Vocais, baixo
Ivar Bjørnson - Guitarras, teclados, backing vocals
Arve Isdal - Guitarra solo
Cato Bekkevold - Bateria, percussão
Håkon Vinje - Teclados, vocais limpos

10 de março de 2018

Resenha - Banda: Pänzer - Álbum: Fatal Command (2017 - Shinigami Records/Nuclear Blast)


Resenha por: Renato Sanson


O “projeto” que agora é banda, os germânicos do Pänzer chegam ao seu segundo disco, mas com sua formação reformulada, estando com os remanescentes Schmier (Destruction) e Stefan Schwarzmann (ex-Accept e Helloween), tendo em suas lacunas os recém-chegados: V.O. Pulver (Gurd e Poltergeist) e Pontus (Hammerfall).

A ideia musical se mantém, com aquele Heavy Metal clássico ganchudo e cheio de vitalidade, com refrãos marcantes e aquela pegada alemã que todos conhecem. Com a adição de mais uma guitarra, a dupla Pulver e Pontus demostram um ótimo entrosamento e boas variações, tanto nos solos como nos riffs, que grudam logo de cara, sendo perceptível a grande maturidade que as composições alcançaram neste novo álbum.

Schimer vêm ainda melhor, mostrando muita versatilidade, já que aqui suas linhas vocais são bem diferentes de sua banda principal, tendo mais melodia e dosando a agressividade com seu timbre inconfundível, o que deixa a sonoridade ainda mais distante das bandas principais de seus músicos. Stefan como sempre é preciso e se adapta muito bem ao que lhe é proposto, e casa com as linhas fortes de baixo de Schmier e preenche muito bem os espaços, dando aquele peso e agressividade necessária as composições.

“Faltal Command” é um prato cheio para os fãs de Speed Metal e Heavy Metal tradicional em sua melhor essência, trazendo músicos mais do que carimbados e experientes, em uma união sólida, eficaz e marcante.

Links de acesso:

Tracklist:
1. Satan’s Hollow
2. Fatal Command
3. We Can Not Be Silenced
4. I’ll Bring You the Night
5. Scorn and Hate
6. Afflicted
7. Skullbreaker
8. Bleeding Allies
9. The Decline (...And the Downfall)
10. Mistaken
11. Promised Land
Bonus:
12. Wheels Of Steel (Cover Saxon)

Formação:
Schmier (Vocal/baixo)
V.O. Pulver (Guitarra)
Pontus Norgren (Guitarra)
Stefan Schwarzmann (Bateria)





14 de fevereiro de 2018

Resenha - Banda: Doctor Jimmy - EP: Cotidiano (2018)

Resenha por: Renato Sanson


Nós da Heavy And Hell tivemos mais uma vez o prazer de resenhar um disco antes do lançamento oficial (lançamento previsto para 19/02), e desta vez nos chega em mãos o EP dos catarinenses do Doctor Jimmy, sob o nome de “Cotidiano”.

A sonoridade apresentada é um mix entre o Rock Nacional oitentista de nomes como: Os Cascaveletes e Barão Vermelho (fase Frejat nos vocais) com o Hardcore mais melódico do CPM 22 e Deadfish, tudo muito bem encaixado graças a uma produção coesa e vivida, com ótimo equilíbrio entre melodias e certos momentos mais pesados.

O senso melódico do EP é bem elaborado, assim como a simplicidade que permeiam as composições e deixam as mesmas de fácil assimilação como em: “Você fala demais” (uma bela crítica aos que realmente só falam e nada fazem para mudar ou sair da mesmice) refrão pegajoso e boas linhas de guitarra com uma cozinha bem compassada e firme e “Homens fardados” (falando da impunidade que assola todos nós, sendo muitas dessas injustiças vindas dos ditos “homens de farda”) que conta com a participação de Daniel Russo (A Hora Hard) com guitarras mais diretas e bons solos, sendo que basta poucas audições para sair cantarolando seus versos.

O EP ainda apresenta outros dois destaques a bela balada “Nunca terá fim” com seus ótimos teclados e a que considero o “hit” do trabalho: “Ela sabe das coisas” (contando sobre uma paixão noturna, onde você tem e ao mesmo tempo não tem a pessoa desejada) que conta com a participação de Naldo Arraes (Cherry Ramona) em um ótimo dueto trazendo a veia Hardcore melódico mais à tona.

As composições em si são simples, mas bem estruturadas apesar de fazerem o “feijão com arroz”, porém no que se propõem instrumentalmente dão conta do recado e deixam poucas arestas para serem aparadas.

Mas o ponto que quero chegar são as linhas vocais, que ao meu ver deixaram a desejar, não comprometem o trabalho como um todo, já que bons momentos são perceptíveis, porém poderia ter um pouco mais de imponência e até mesmo soar mais “agressivo”, claro, dentro de sua proposta, não tão “suave” como podemos escutar no EP, para ter maior personalidade e deixar sua marca latente.

Outro ponto que poderia ser revisto é a faixa em inglês “Dont understand”, que não acrescenta em muita coisa ficando bem abaixo das demais em língua pátria.

No mais temos um bom lançamento e uma banda que pode evoluir e chegar longe, já que capacidade mostraram que tem de sobra.

Links de acesso:

Tracklist:
01) Não Tenho Pressa
02) Homens Fardados (Russo)
03) Ela Sabe das Coisas (Naldo Arraes)
04) Você fala demais
05) Nunca Terá Fim
06) Dont Understand

Formação:
Djonatan Bento - vocal
Vito Ventura - guitarra
Endryll Hipolito - teclado
Ronaldo Martins - baixo
Maykon Kjellin - bateria



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