23 de agosto de 2017

Resenha - Banda: Anvil - Álbum: Anvil is Anvil (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Maykon Kjellin


Até artistas mais clássicos usam do crowdfunding, ou melhor, do financiamento coletivo online. Anvil mostrou que traria seu décimo sexto álbum de estúdio a todo custo e o melhor, mostraria que o tempo não envelheceu o grupo e sim, trouxe muita experiência e que talvez seja este o trabalho que fechará (espero muito que não) com chave de ouro uma carreira brilhante, sólida e impactante.

Ao contrário de outras bandas que com o tempo tentam "modernizar" sua música, o Anvil traz aquilo que sabe. Instrumental sólido, sem frescuras ou firulas, vocais pegados e pontuais. A banda sabe onde deve arriscar e onde devem manter o time que está ganhando o jogo. O andamento do disco é arrepiante, são doze faixas de altos e baixos, pouquíssimos baixos na minha humilde opinião.

Conseguem fazer como sempre fizeram, conseguem impressionar e trazer algo que causa um impacto como se fosse a primeira vez que ouço Anvil. A idade não envelhece, a idade lhe amadurece e as músicas com pitadas dos anos 80's e com temperos do Metal moderno, fazem com que esse álbum traga sua essência em obra prima do Metal canadense.

Linhas clássicas do baixo em "Up, Down, Sideways" a poderosa e incansável "Fire On The Highway" e a melódica "Run Like Hell" são algumas das obras mais chamativas do trabalho, todas com seu destaque único, seu brilho fulminante e que causam a vontade de repetir até cansar. O grupo consegue navegar por grandes linhas do Metal, certas vezes no Melódico, outras no Speed Metal, pegadas do Tradicional (que é a sua característica) e pequenas lembranças do Thrash.

O disco é sensacional, todo o trabalho de gravação foi cuidado cada detalhe e a audição se torna prazerosa com uma qualidade impecável como está. Muitos ainda poderiam aprender com o Anvil como é manter sua sonoridade intacta e ao mesmo tempo, adicionar algumas pitadas modernas não descaracterizando o que construiu durante toda sua carreira, brilhante e surreal, não acharia palavras para melhor definição deste trabalho.


Links:

Tracklist:
1. Daggers and Rum
2. Up, Down, Sideways
3. Gun Control
4. Die for a Lie
5. Runaway Train
6. Zombie Apocalypse
7. It’s Your Move
8. Ambushed
9. Fire on the Highway
10. Run Like Hell
11. Forgive Don’t Forget
12. Never Going to Stop

Formação:
Steve “Lips” Kudlow - Guitarras, vocais
Robb Reiner - Bateria
Christ Robertson - Baixo, vocais adicionais




20 de agosto de 2017

Resenha - Banda: Elizabethan Walpurga - Álbum: Walpurgisnacht (2017 - Shinigami Records)

Resenha: Renato Sanson


Poderíamos dizer que certos gêneros seriam difíceis de evoluírem ou até mesmo se entrelaçarem, mas o quinteto pernambucano Elizabethan Walpurga nos mostram que sim, o Black Metal pode se misturar ao Heavy Metal mais tradicional e porque não mais melodioso, trazendo uma sonoridade ímpar, mas extremamente trabalhada em seu Debut “Walpurgisnacht”.

Que no qual já podemos notar nas excelentes guitarras que despejam riffs mais simples e agudos, mas não economizando melodias e solos muito bem elaborados, onde temos uma harmonia musical de cair o queixo, já que as linhas vocais nos remetem ao mais pútrido Black Metal noventista e que se encaixa perfeitamente a sonoridade expressada.

“Clamitat Vox Sanguinis” nos traz toda essa diversidade que encanta a cada nota tocada, pois temos a agressividade do Black Metal com a sutileza e melodias do Heavy Metal, trazendo influencias distintas, mas muito bem colocadas.

A produção sonora soa crua e bem viva, o que deixou a bolacha com um aspecto sonoro maravilhoso, pois pela proposta sonora que apresentam muitos esperariam algo pomposo e plastificado, mas não é o que temos aqui, tendo aquela sujeira sonora presente, mas com todos os timbres audíveis e no devido lugar. A parte gráfica é belíssima, com uma capa instigante e obscura assim como seu encarte que apesar de simples traz todas as informações necessárias.

É ouvir e se deixar viajar nessa proposta sonora que mesmo não seja inovadora, traz novos ares ao Heavy Metal que continua a quebrar barreiras e mostrando a força do Metal nacional.


Links:

Formação:
Leonardo “Mal’lak” Alcântara - Vocais
Erick Lira - Guitarras
Breno Lira - Guitarras
Renato Matos - Baixo
Arthur Felipe Lira - Bateria

Tracklist:
1. Exordium
2. Vampyre
3. Clamitat Vox Sanguinis
4. Infernorium
5. The Serpent’s Eyes and the Horns of Crown
6. The Elizabethan Dark Moon
7. The Canine Enchantment by the Phlebotomy (In the Julgular Streams)
8. Transylvanian Cry
9. Walpurgisnacht


14 de agosto de 2017

Resenha - Banda: Pop Javali - Álbum: Resilient (2017)

Resenha por: Renato Sanson


Experiência aliado ao talento latente desse trio paulista fez nascer o ótimo e intenso “Resilient” (3° trabalho de estúdio), que coloca o Pop Javali em outro patamar.

As influencias de Hard e Classic Rock estão todas ali, mas com um peso e agressividade destemida, casando perfeitamente com a proposta sonora do grupo, não deixando sua identidade musical de lado, mas não caindo no marasmo datado.

Nuances de Metal moderno são sacadas logo de cara com a poderosa “Hollow Man”, que surpreende pelos riffs impactantes e a técnica costumeira da banda com uma bateria esmagadora, mas priorizando o peso e momentos mais diretos e raivosos.

“Reasonable” abre espaço para o lado mais melodioso do grupo, mas deixando o peso evidente, o que fez transbordar vida a cada nota destilada; outro ponto forte da bolacha é a diversificada “Renew Our Hopes” com arranjos primorosos que grudam logo de cara, trazendo aquele lado mais acessível da banda mesclando com a nova “cara” mais pesada e direta.

As composições são primorosas e trazem um Pop Javali renovado e ainda mais dinâmico, onde resolveram sair da zona de conforto e recriar o que já estava bom.

Vale mencionar a ótima produção de Andria e Ivan Busic que tiraram o melhor do trio com tudo extremamente bem dosado e a excelente arte gráfica criada por João Duarte que transparece a cada detalhe esse novo-velho Pop Javali.


Links:

Formação:
Marcelo Frizzo - Baixo, vocais
Jaéder Menossi - Guitarras
Loks Rasmussen - Bateria

Tracklist:
1. A New Beginning
2. Hollow Man
3. Drying the Memories
4. Reasonable
5. We Had It Coming
6. Shooting Star
7. Turn Around
8. Broken Leg Horse
9. Undone
10. Show You the Money
11. Resilient
12. Renew Our Hopes




31 de julho de 2017

Resenha - Banda: The Charm The Fury - Álbum: The Sick, Dumb & Happy (2017 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson


Um soco na cara do conservadorismo musical! Assim defino o som poderoso dos holandeses do The Charm The Fury em seu segundo disco, “The Sick, Dumb & Happy”.

Uma destruição sonora sem barreiras, Metal moderno muito bem feito e extremamente agressivo e visceral. As influências de Metalcore e New Metal são perceptíveis, mas nada que tire o brilho sonoro da banda, que traz vocais urrados e horas limpos (graças à boa alternância e potência da vocalista Caroline Westendorp), guitarras esmurradas e cheias de feeling, com uma base rítmica invejável e pesada, tudo aliado a modernidade, não se pretendo a rótulos e mostrando que é possível fazer um som de qualidade atual sem precisar recorrer ao “truezismo” imposto por alguns ditos “headbangers”.

A produção sonora é extremamente limpa e polida, mas pesada e na cara com os timbres saltando nos alto-falantes. Já em termos gráficos a arte impressiona, pois é nada convencional, mas muito atrativa e interessante, até porque quando me deparei com tal arte não imaginava o poderio sonoro que estava ao dar o play, muito bem sacado.

Breakdowns, grooves, melodias, peso e muita agressividade, é isso que você encontrará neste trabalho que rompe barreiras e traz uma sonoridade viciante. Deixe as amarras de lado e perca o pescoço!

Links de acesso:

Tracklist:
1. Down on the Ropes
2. Echoes
3. Weaponized
4. No End in Sight
5. Blood and Salt
6. Corner Office Maniacs
7. The Future Needs Us Not
8. Silent War
9. The Hell in Me
10. Songs of Obscenity
11. Break and Dominate

Caroline Westendorp - Vocals
Rolf Perdok - Guitarra solo
Martijn Slegtenhorst - Guitarra base
Lucas Arnoldussen - Baixo
Mathijs Tieken - Bateria



9 de julho de 2017

Resenha - Banda: Skinlepsy - Álbum: Dissolved (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


A evolução é algo latente e com o passar dos anos você pode aprimorar o que já era bom. E é isso que o trio paulista Skinlepsy nos mostra em seu mais novo trabalho, “Dissolved”, lapidando o seu Thrash/Death Metal e nos trazendo aquela sonoridade doentia e potente que já conhecemos.

A estrutura solida das composições impressionam, pois os riffs soam compactos, porém abrasivos, assim como as linhas de bateria que estão mais simples, mas não menos esmagadoras, que casam perfeitamente com o peso do baixo e os vocais urrados característicos, que aqui soam ainda mais agressivos.

Mas não pensem em algo apenas brutal, pois tudo soa em seu devido lugar e nos mostram a evolução que o Skinlepsy alcançou, soar agressivo sem ser exagerado, serem mais simplistas em algumas passagens sem perder a técnica e desenvoltura.

A produção sonora é bem coesa e limpa, o que deixou os timbres brutos e lapidados, que transbordam fúria a cada nota. A arte gráfica criada por Jean Michael é impactante e agressiva como a sonoridade do grupo, que traz belos detalhes ao meio de seu horror.

É ouvir e se impressionar com a maturidade que o Skinlepsy alcançou. O que já era bom ficou ainda melhor!


Links relacionados:


Tracklist:
1. Perfect Plan
2. The Mentor
3. Ask to Diablo
4. The Hate Remains the Same
5. Caustic Honor
6. Dissolved
7. Blood and Oil
8. Insomnia
9. A New Chance of Life
10. Murder


Formação:
André Gubber - Vocais, guitarras, baixo
Leonardo Melgaço - Guitarras
Evandro Junior - Bateria


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