3 de novembro de 2014

Entrevista - Banda: Revolted (GO)

Entrevista por: Renato Sanson


Ultimamente é fato que as bandas estão ousando mais, e sem medo de rótulos ou coisa parecida. E por esse caminho trilha o Revolted que adiciona ao seu Thrash Metal boas pitadas de modernidade e som extremo, tudo aliado de uma forma orgânica e inteligente.

Para explicar melhor batemos um papo com o guitarrista Alex, o vocalista Hedrey e o baixista Raphael, onde explicam suas influencias, a recepção de seu primeiro disco e da importância de compor faixas em português.

Confira:

Heavy And Hell: O Revolted lançou recentemente o poderoso “Revolutionary Order”, em uma leva sonora bem diversificada, mesmo tendo como pano de fundo o Thrash Metal. Conte-nos como foi o processo de composição do mesmo.

Alex: A maioria das músicas do disco foram compostas durante o ano de 2011, nós ficamos durante todo o ano de 2011 ensaiando e trabalhando nos detalhes das composições, até fazermos nossa primeira apresentação em janeiro de 2012, quatro músicas já estavam encaminhadas antes mesmo do Revolted ser formada oficialmente: Heartbreaking, Behind The Sacred Verses, We Are Only Free e Your Faith Is What Destroys You. Eu e o nosso antigo baterista Billmor, tocávamos em outra banda, essas músicas meio que destoavam da ideia da nossa banda anterior, como o grupo não estava em um momento bom, eu decidi formar o Revolted com ele, essas quatro faixas meio que ficaram de espólio pro Revolted. Duas músicas foram compostas com a entrada do nosso atual baterista: Epidemia e Follow The Shadows, assim fechamos o tracklist do disco. 

O Thrash Metal é o estilo que nós quatro adoramos, mas não queríamos nos prender a esse rótulo, queríamos fazer algo diferente. Foi ai que resolvemos arriscar e colocar alguns elementos diferentes. É uma forma diferente de fazer Thrash Metal, com algumas pitadas de Death Metal e alguns elementos modernos. Eu particularmente adoro Metal sueco, creio que seja a influência mais forte nas composições.

HAH: A banda foi formada em 2011, mas só agora lançaram seu disco de estréia, sem lançar alguma prévia antes, como Demo, EP ou Single. Uma decisão corajosa, pois nem todos acertam a mão logo no primeiro lançamento. Vocês chegaram a pensar que o disco não poderia ser bem recebido?

Alex: Na verdade, a música Behind The Sacred Verses teve uma versão demo, que gravamos em 2012, mais para ter algum material de divulgação, a partir dai o nosso pensamento foi de lançar um disco cheio mesmo, acreditamos no potencial das músicas, não poderíamos perder a oportunidade e lançar somente quatro ou cinco faixas num EP, eu acreditava que se fizéssemos isso, iríamos atrasar o progresso da banda. Não foi uma decisão difícil de ser tomada, nós queríamos mostrar que chegamos pra ficar e que estamos focados em fazer o nosso máximo para que possamos chegar o mais longe possível.

HAH: “Revolutionary Order” foi masterizado fora do país, porque desta decisão?

Hedrey: Decidimos fazer todo o trabalho de mixagem, masterização e finalização do disco em um estúdio fora do Brasil na busca de uma melhor qualidade de áudio, aqui no Brasil temos excelentes estúdios, mas os valores estão se tornando impraticáveis e no exterior se consegue uma qualidade melhor com preços mais justos, gravar em um estúdio de qualidade aqui no Brasil está cada vez mais difícil e fazer todo este processo em um estúdio fora do Brasil se tornou a melhor opção para uma banda independente.

Leia nossa resenha AQUI
HAH: Uma coisa que chama atenção na sonoridade do Revolted são as melodias encaixadas ao meio da brutalidade, algo que soa revigorante na sonoridade da banda. Como foi chegar nesse amadurecimento musical?

Alex: Eu adoro Metal sueco, as bandas suecas fazem essa mistura de peso, velocidade e melodia com perfeição, isso é algo que me atraiu de cara, quando ouvi as primeiras bandas fiquei boquiaberto, é a influência mais forte das composições do Revolted. A nossa intenção desde o início era fazer esse tipo de som, algo que as pessoas ouvissem e se empolgassem, porém tentando fugir de fazer um mais do mesmo. Esse amadurecimento também vem do fato de todos na banda já terem passado por outros grupos, e terem uma boa experiência musical, mais um ponto que posso citar é que somos objetivos, o tempo que nos sobra para a banda é conscientemente aproveitado ao máximo.

HAH: “Epidemia” é a única faixa cantada em português do disco, pretendem fazer isso novamente no futuro?

Hedrey: Sim, provavelmente isso deverá acontecer nos lançamentos futuros. O Metal cantado em português é uma proposta que todos nós gostamos e esse seguimento tem ganhado muita força nos últimos tempos aqui no Brasil, e por sermos uma banda brasileira achamos que fazer música em nossa língua é uma proposta muito interessante também, é claro que a proposta central é compor em inglês por ser a maneira mais fácil de levar nosso som o mais longe possível, mas não queremos nos limitar a isso, por tanto, novas músicas em português virão.


HAH: Como está sendo a receptividade de “Revolutionary Order” perante os fãs e imprensa?

Raphael: A receptividade está sendo incrível. Recentemente o disco foi resenhado por vários sites, revistas e blogs, e sempre com excelentes críticas. Pessoas de diversos lugares têm nos procurado para comprar o disco. Isso é gratificante, por que a maioria das pessoas que se interessam em adquirir o CD é através de alguma resenha que leu. Isso da força e motivação pra continuar a quebradeira.

HAH: Para finalizar quais bandas do cenário nacional vocês tem acompanhado e quais os planos futuros do Revolted para 2015?

Raphael: Ultimamente eu tenho acompanhado muito o trampo dos caras do Project46, Claustrofobia, Uganga, Worst e mais uma porrada de bandas brasileiras. Os planos futuros do Revolted é tocar o máximo possível. Estamos em processo de produção do nosso primeiro vídeo clipe que vai ser lançado em breve. Já estamos trabalhando no segundo disco, e pode ser que saia mais rápido do que a gente imagina.

Alex: Também tenho ouvido essas bandas que o Raphael citou, e mais as bandas: A Red Nightmare, Old Place, Slasher e Korzus.


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