14 de fevereiro de 2015

Resenha - Banda: M:Pire of Evil - Álbum: Crucified In South America (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Formado em 2010 pelas lendas Tony “Demolition Man” Dolan e Jeff Dunn “Mantas”, o M:Pire of Evil nasceu sob a desconfiança de ser uma réplica do Venom. Porém em nenhum momento ambos pensaram em seguir o trabalho feito em sua antiga banda (e porque não desafeto).

A ideia sempre foi manter suas características, porém não parar no tempo e seguir evoluindo, tanto que em 2012 a dupla lançou seu primeiro disco o excelente “Hell to the Holy”, onde de fato fizeram as viúvas do Venom federem.

Com está ótima repercussão Mantas sempre teve o desejo de regravar algumas músicas da segunda fase do Venom (com Demolition Man), mas dando uma tona maior a elas, como se fosse um aperfeiçoamento, não apenas uma regravação.

Então nascia em 2013 o disco “Crucified”, com nove regravações desta segunda fase do Venom e mais duas composições inéditas. E agora em 2015 “Crucified” chega ao Brasil através da Shinigami Records, em uma edição remasterizada e rebatizada de “Crucified In South America”, que traz ainda quatro bônus.

De fato o que temos são nove hinos do final/começo dos anos 90 do Venom, porém com uma pegada ainda maior, e corrigindo certos deslizes da época, deixando as composições com a cara do M:Pire, executando-as com a técnica e vitalidade que a banda apresenta hoje em dia.

Basta ouvir “Temple of Ice”, “Parasite”, “Blackened Are the Priests”, “Carnivorous” ou “Wolverine”, e ver que não são apenas regravações, mas sim com roupagens atuais, deixando-as poderosas e com suas características intactas.

Temos ainda as duas composições inéditas “Demone” (que abre os shows da banda desde sua criação) e “Taking It All”. “Demone” soa mais agressiva, com certos flertes de Death Metal, mas não deixando de lado aquele Thrash/Black característico da dupla, sendo marcante e grudenta. Já “Taking It All” tem elementos do Thrash e Punk, soando mais direta e simples, mas com bastante peso.

Os quatro bônus que saíram com exclusividade nessa versão brasileira foram retirados do EP “Double Jeopardy”, então temos as versões ao vivo para os clássicos absolutos “Die Hard” e “Witching Hour”, e mais duas versões do single “Manitou” (faixa está lançada originalmente pelo Venom em 84), uma versão remix e uma regravação atual.


Não há consolidação para músicos consolidados, apenas dizer que o Rei perde a Coroa, mas não perde a majestade. Esse é o M:Pire of Evil, chegando para mostrar que a dupla Mantas e Demolition tem muito o que mostrar, e de fato confirmando que sim, serão a pedra no sapato de Cronos. 

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