10 de julho de 2016

Resenha - Banda: Grand Magus - Álbum: Sword Songs (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson


Se os Cimérios, saídos do mundo fantástico e da hera Hiboriana de Robert E. Howard, tivessem mais gosto pela guitarra do que pela espada, certamente Conan – O Bárbaro – seria um dos compositores e músico da Grand Magus.  Da mesma forma imagino que, se a Grand Magus fosse contemporânea aos Cimérios (com todo esse amor pelo aço da espada), o moshpit dos shows da banda, faria inveja à batalha de Termópilas (Os 300 de Esparta).

Em 1999 na Suécia, surge a lei que determina que, quem pagar para ter relações sexuais, será classificado como delinquente e pode ir preso, sob a acusação de incentivar a prostituição. Conclusão: “Acabou a putaria”! Neste mesmo ano, na mesma Suécia, nasce a Grand Magus (a formação inicial já tocava junto desde 1996, mas sob o nome de "Smack". Em 99 mudaram para Grand Magus). Desde o lançamento dos discos anteriores, a banda vem apresentando um crescimento notável e a cada trabalho deixa muito claro sua personalidade que brada aos quatro ventos sobre deidades pagãs, apreço à espada, força e morte!  A banda começou seus trabalhos com o disco homônimo e a linha stoner era única e absoluta, mas após dois discos surge o Wolf's Return (2005) trazendo uma virada sonora. Sem abrir mão do peso do stoner, eles adicionam ingredientes do metal, como o bumbo duplo, por exemplo.

Enfim chegamos a 2016, e somando todos os ingredientes citados anteriormente com o cozimento de palco de mais de 16 anos de música, eis que a Grand Magus nos presenteia com o Sword Songs, seu mais recente trabalho. Se o stoner continua sendo o catalisador do peso que embala as letras bélicas da Grand Magus, está tudo bem, pois enquanto o heavy metal estiver envolvido nessa composição não teremos com o que nos preocuparmos com relação ao sucesso do resultado final.  Depois de Hammer of the North, The Hunt e Triumph and Power (uma sequencia de três discos excelentes) a banda abre um precedente violentamente complicado e deixa o Sword Songs caminhando sob o fio da navalha, na hora de catalogar em relação ao histórico da banda. Mas calma, o disco passa bem longe de ser ruim. Muito pelo contrario!

"We are warriors - defenders of steel / Fight through the wars, hunger and need / Warriors - defenders of steel Burn our way to Odin`s hall / from all battlefields" - Varangian


Varangian (ou Varyags) é o nome que os gregos deram aos Vikings, então além de musicalidade excepcional, as musicas da Grand Magus são uma aula de cultura geral. Mas vamos focar na música. Sword Songs traz uma banda mais a vontade, mais solta e passeando pelas musicas. Ludwig (bateria) até arrisca uns "Drum Rolls" já na música de entrada do disco – Freja's Choice – e "JB" (vocal) se arrisca em algumas notas mais altas, com pouco sucesso, diga-se de passagem (em “Born For Battle”, mas nada demais, nada ao ponto de comprometer).  Ao mesmo tempo em que se percebe essa desenvoltura, também nota-se a robustez tradicional da banda, nas composições. A evocação dantesca começa com a tríade infernal: Um Power Trio Sueco, de respeito!  Na infantaria Fox Skinner (baixo e backing vocal) e JB” Christoffersson (Guitarra e Lead vocal) disparam riff's "gordos" e indiscutivelmente perfeitos, enquanto na retaguarda Ludwig Witt deita o martelo dos deuses sobre seu kit. Durante vários momentos o ritmo "galopado" trás referencias de idolatria aos ídolos do passado (exemplo de Master of the Land), e ser inovador não é um objetivo da banda, o próprio “JB” já falou isso em entrevistas. O negocio é fazer um som simples, pesado e característico! 

A verdade é que Sword Songs segue o ritmo da idolatria às entidades superiores vivas ou muito vivas. Isso se explica na ultima musica do disco. Uma versão da Stormbringer do Purple, matadora. Rolou até um teclado com sonoridade sintetizada para dar uma pegada mais setentista para o som.
Forjados em ferro e coroados pelo aço a Grand Magus segue a sua cruzada e aumentando seu exercito de fãs, afinal, existe uma batalha se aproximando. Melhor estar ao lado deles, com a "Ülfberth" (espada antiga que inspirou a música "Forged in iron, crowned by steel") em riste, quando estiver diante de Odin, e te for perguntando de que lado tu estás!

"This sword will bring your end/ the key to victory is ours, Wielding power in our hands". – Forged in Iron - Crowned in Steel

Formação:
Janne "JB" Christoffersson - lead vocals, guitar
(ex-Spiritual Beggars, ex-Necronaut, ex-Cardinal Fang)

Mats "Fox" Skinner - bass, backing vocals
(ex-Bajen Death Cult)

Ludwig "Ludde" Witt - drums
 (Spiritual Beggars, ex-Sandalinas, ex-Shining, ex-Firebird)

Faixas:
1. Freja's Choice                    
2. Varangian                            
3. Forged in Iron - Crowned in Steel           
4. Born for Battle (Black Dog of Brocéliande)                         
5. Master of the Land                       
6. Last One to Fall
7. Frost and Fire                  
8. Hugr  (instrumental)
9. Everyday There's a Battle to Fight
10. In For the Kill
11. Stormbringuer (Deep Purple cover)


                                 https://www.facebook.com/ShinigamiRecords

                        http://grandmagus.com/


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