Resenha por: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson
Se os Cimérios, saídos do mundo
fantástico e da hera Hiboriana de Robert E. Howard, tivessem mais gosto pela
guitarra do que pela espada, certamente Conan – O Bárbaro – seria um dos
compositores e músico da Grand Magus. Da
mesma forma imagino que, se a Grand Magus fosse contemporânea aos Cimérios (com
todo esse amor pelo aço da espada), o moshpit dos shows da banda, faria inveja
à batalha de Termópilas (Os 300 de Esparta).
Em 1999 na Suécia, surge a lei
que determina que, quem pagar para ter relações sexuais, será classificado como
delinquente e pode ir preso, sob a acusação de incentivar a prostituição.
Conclusão: “Acabou a putaria”! Neste mesmo ano, na mesma Suécia, nasce a Grand Magus (a formação inicial já
tocava junto desde 1996, mas sob o nome de "Smack". Em 99 mudaram
para Grand Magus). Desde o lançamento dos discos anteriores, a banda vem
apresentando um crescimento notável e a cada trabalho deixa muito claro sua
personalidade que brada aos quatro ventos sobre deidades pagãs, apreço à espada,
força e morte! A banda começou seus
trabalhos com o disco homônimo e a linha stoner era única e absoluta, mas após
dois discos surge o Wolf's Return (2005)
trazendo uma virada sonora. Sem abrir mão do peso do stoner, eles adicionam
ingredientes do metal, como o bumbo duplo, por exemplo.
Enfim chegamos a 2016, e somando
todos os ingredientes citados anteriormente com o cozimento de palco de mais de
16 anos de música, eis que a Grand Magus nos presenteia com o Sword Songs,
seu mais recente trabalho. Se o stoner continua sendo o catalisador do peso que
embala as letras bélicas da Grand Magus, está tudo bem, pois enquanto o heavy
metal estiver envolvido nessa composição não teremos com o que nos preocuparmos
com relação ao sucesso do resultado final.
Depois de Hammer of the North, The Hunt e Triumph and
Power (uma sequencia de três discos excelentes) a banda abre um precedente
violentamente complicado e deixa o Sword
Songs caminhando sob o fio da navalha, na hora de catalogar em relação ao
histórico da banda. Mas calma, o disco passa bem longe de ser ruim. Muito pelo contrario!
"We are warriors - defenders
of steel / Fight through the wars, hunger and need / Warriors - defenders of
steel Burn our way to Odin`s hall / from all battlefields" - Varangian
Varangian (ou Varyags) é o nome
que os gregos deram aos Vikings, então além de musicalidade excepcional, as
musicas da Grand Magus são uma aula de cultura geral. Mas vamos focar na música.
Sword Songs traz uma banda mais a
vontade, mais solta e passeando pelas musicas. Ludwig (bateria) até arrisca uns
"Drum Rolls" já na música de entrada do disco – Freja's Choice – e
"JB" (vocal) se arrisca em algumas notas mais altas, com pouco
sucesso, diga-se de passagem (em “Born For Battle”, mas nada demais,
nada ao ponto de comprometer). Ao mesmo
tempo em que se percebe essa desenvoltura, também nota-se a robustez
tradicional da banda, nas composições. A evocação dantesca começa com a tríade
infernal: Um Power Trio Sueco, de respeito!
Na infantaria Fox Skinner
(baixo e backing vocal) e “JB”
Christoffersson (Guitarra e Lead vocal) disparam riff's
"gordos" e indiscutivelmente perfeitos, enquanto na retaguarda Ludwig
Witt deita o martelo dos deuses sobre seu kit. Durante vários momentos o
ritmo "galopado" trás referencias de idolatria aos ídolos do passado
(exemplo de Master of the Land), e ser inovador não é um objetivo da banda, o
próprio “JB” já falou isso em
entrevistas. O negocio é fazer um som simples, pesado e característico!
A verdade é que Sword Songs
segue o ritmo da idolatria às entidades superiores vivas ou muito vivas. Isso
se explica na ultima musica do disco. Uma versão da Stormbringer do Purple,
matadora. Rolou até um teclado com sonoridade sintetizada para dar uma pegada
mais setentista para o som.
Forjados em ferro e coroados pelo
aço a Grand Magus segue a sua cruzada e aumentando seu exercito de fãs, afinal,
existe uma batalha se aproximando. Melhor estar ao lado deles, com a "Ülfberth" (espada antiga que
inspirou a música "Forged in iron, crowned by steel")
em riste, quando estiver diante de Odin, e te for perguntando de que lado tu
estás!
"This sword will bring your end/ the key to victory is ours, Wielding
power in our hands". – Forged in Iron - Crowned in Steel
Formação:
Janne
"JB" Christoffersson - lead vocals, guitar
(ex-Spiritual Beggars, ex-Necronaut, ex-Cardinal Fang)
Mats
"Fox" Skinner - bass, backing vocals
(ex-Bajen
Death Cult)
Ludwig
"Ludde" Witt - drums
(Spiritual Beggars, ex-Sandalinas,
ex-Shining, ex-Firebird)
Faixas:
1. Freja's
Choice
2. Varangian
3. Forged
in Iron - Crowned in Steel
4. Born
for Battle (Black Dog of Brocéliande)
5. Master
of the Land
6. Last
One to Fall
7. Frost
and Fire
8. Hugr
(instrumental)
9. Everyday
There's a Battle to Fight
10. In
For the Kill
11. Stormbringuer (Deep Purple cover)
Grand Magus: https://www.facebook.com/grandmagusofficial

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