30 de abril de 2017

Resenha - Banda: Exiled On Earth - Álbum: Forces of Denial (2016)

Resenha por: Uillian Vargas
Note/rate: 8,0/10


Ricos ou pobres, brancos ou pretos, índios ou não, estamos todos (sem exceção) condenados a uma condição única: nascer, viver e morrer no planeta Terra (por enquanto). Pouco importa a soma contida em sua conta bancária (ou no colchão). Estamos todos, um a um, exilados na terra! Cada dia que nos é concedido, gastamos da melhor maneira possível que encontramos em nosso destino (sina, carma, ou como queira chamar, não importa).

Sei de italianos que gastam esses segundos diários compondo e fazendo um barulho, com muita qualidade e referência de sobra. EXILADE ON EARTH (Itália) concentra todo sentimentalismo latino e nos presenteia com FORCES OF DENIAL. Mas atenção ao detalhe da palavra “sentimentalismo”, pois ódio, também é um sentimento, então não subestime a obra pela descrição! 
A destruição começa com um som que dá nome ao disco – “Forces of Denial” – e tratam-se de 04m37s de pancadaria generalizada. Rápida, elaborada e um belo exemplo de como um Thrash Metal pode ser redesenhado à moldura do nosso tempo, adicionando elementos pontuais. Tudo evolui e quando bandas oxigenadas surgem com algo clássico trazendo nova roupagem, isso tem que ser ressaltado. Sim oxigenada, pois a Exiled On Earth não pode ser chamada de “nova”. Já que está na ativa desde 1995 (tinha outro nome: Maelstrom. mas a fúria, era exatamente a mesma). Houve alterações no lineup, mas nada mudou. Correto?   

- Errado! Há sim uma mudança significativa. A Maelstrom focava mais em uma composição e execução puramente Thrash Metal. E muda a nomenclatura para adicionar o ingrediente “Progressivo Power” que deixou as composições muito mais fluídas e orgânicas. Rápidas, cruas, cheias de referências e ao mesmo tempo, elaboradas e cheias de contextos. Sonoridade única e conteúdo agregado, praticamente uma receita que não parece muito fácil de implementar.  Ao exemplo de “Hypnotic Persecutions” em que o “tic-tac” de um relógio se funde no tremular das cordas do baixo e culminam em um riff batido e rápido, velho conhecido dos fãs de Power Metal. O que o segundo ato da música revela é que ela é um grito de alerta: “Cuidado, essa realidade que você vive, não é sua. Está sendo construída por maquinas matrizes”. E segue a linha da velocidade, agressividade e vocal rasgado como um sinônimo de fúria em seu DNA. Não se iluda, não existem novatos envolvidos nesta construção. Por mais que se trate da “nova formação”, ela data dos anos 2000, então as cartas estão todas jogadas na mesa.

E se “onde há fumaça, há fogo”, onde há “gente que curte heavy tradicional, há resíduos dele”, e assim a “Underground Intelligence” entrega de bandeja essas transições audiofonadas. Belo exemplo de como o velho Heavy pode impulsionar composições dinâmicas e enérgicas, na atualidade. Atenção especial para as cordas de Alfredo Gargaro e Tiziano Marcozzi, passando licks respeitosos à composição.


A bolachinha atravessou o mar mediterrâneo e o atlântico para chegar até a “terra brasilis”, não deixe que nossas impressões sejam as únicas certezas em torno da obra. Adquira, escute, analise e tire as suas próprias conclusões em torno do que foi dito e do que será ouvido. Segue a bandas nos principais canais para se manter atualizado das novidades. 


  
Membros:
Tiziano Marcozzi – Vocal e Guitarra
Alfredo Gargaro - Guitarra
Gino Palombi - Baixo
Piero Arioni – Bateria

Músicas:
1 - Forces of Denial
2 - The Glory and the Lie
3 - Hypnotic Persecutions
4 - The Mangler              
5 - Vortex of Deception              
6 - Underground Intelligence
7 - Into the Serpent's Nest
8 - Lifting the Veil

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