5 de junho de 2017

Resenha - Banda: Dimmu Borgir - Álbum: Forces of the Northern Night (Duplo Ao Vivo - 2017 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson


Eis o mais novo ao vivo dos noruegueses do Dimmu Borgir, que colocam no mercado “Forces of the Northern Night”, disco este que contou com a participação especial da The Norwegian Radio Orchestra & Choir.

Gravado em Olso no ano de 2011, temos toda a magnitude de um álbum ao vivo com orquestra, no caso do Dimmu que já usa esses artifícios em estúdio há algum tempo o impacto não parece ser tão grande, ainda mais que a banda priorizou em seu setlist as músicas do álbum que divulgavam na época, “Abrahadabra” (10), que por coincidência (ou não) contou com a participação da The Norwegian Radio Orchestra & Choir.

Verdade seja dita, o Dimmu Borgir cresceu absurdamente nos últimos quinze anos, onde se distanciou do Black Metal em si, adicionando novos elementos em sua sonoridade, ganhando o mainstream e perdendo alguns fãs.

Falando do ao vivo em questão, o primeiro disco é praticamente todo em volta de “Abrahadabra” (com uma exceção, “Eradication Instincts Defined” que pertence a “Death Cult Armageddon” (03), e que aqui é apresentada somente de forma orquestrada), e que não traz grandes diferenças do estúdio, a banda segue extremamente bem entrosada, parecendo uma máquina de alta tecnologia que não apresenta erros, claro que ao vivo as composições soam mais fortes, e temos a interação do público, que quando solicitado responde a altura.

Mas se você não gosta dessa fase mais atual da banda, esse primeiro lado da bolacha certamente não irá lhe agradar. Partindo para o lado b, temos aí uma enxurrada de clássicos (claro que faltaram muitos, principalmente músicas do “Stormblåst”), que trazem as composições redefinidas para este conceito mais orquestrado, e que trouxe ótimos momentos e outros nem tanto. Como em “Puritania” que perdeu o impacto com as orquestrações.

Porém a insubstituível “Kings of the Carnival Creation” ficou soberba, ainda mais com os coros orquestrados substituindo os vocais limpos, deixando-a ainda mais grandiosa.

Um trabalho grandioso, pomposo e desafiador, tudo que o Dimmu Borgir vem fazendo nesses últimos anos. E esse ao vivo mostra essa capacidade destemida de arriscar e trazer o diferente para seus fãs.

Links de acesso:

Tracklist:

Disco 1:
1. Xibir (orchestra)
2. Born Treacherous
3. Gateways
4. Dimmu Borgir (orchestra)
5. Dimmu Borgir
6. Chess with the Abyss
7. Ritualist
8. A Jewel Traced Through Coal
9. Eradication Instincts Defined (orchestra)

Disco 2:
1. Vredesbyrd
2. Progenies of the Great Apocalypse
3. The Serpentine Offering
4. Fear and Wonder (orchestra)
5. Kings of the Carnival Creation
6. Puritania
7. Mourning Palace
8. Perfection or Vanity (orchestra)

Formação:
Shagrath - Vocais
Silenoz - Guitarra base
Galder - Guitarra solo

Convidados:
Agnete Kjølsrud - Vocais femininos em “Gateways”
Cyrus - Baixo
Gerlioz - Teclados
Daray - Bateria
The Norwegian Radio Orchestra - Orquestra
Schola Cantorum Choir - Coral

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