30 de agosto de 2021

Dark Asylum: ““Underground Warriors” EP está chegando dia 23 de abril de 2022 para enlouquecer de vez quem tiver contato com o nosso som.”

Entrevista por: Renato Sanson



Entrevista - Músico: Aparicío (vocalista) - Banda: Dark Asylum (RS)

 

Sabemos o quanto é difícil manter-se uma banda ativa. Lá em 2008, sendo um dos grandes nomes do underground da época, como foi tomar a decisão de encerrar as atividades?

Olá Sanson e leitores desse renomado site que é o Heavy and Hell, em primeiro lugar quero dizer que é uma honra estar aqui falando contigo e agradecer a oportunidade de me comunicar com os insanos (as) que acompanham esse veículo batalhador.

Bom, a banda era realmente um dos principais nomes da cena, e estávamos num grande momento, com shows devastadores e dois trabalhos gravados prontos para serem lançados. Porém, esse era o lado bom (risos).

Por outro lado, a falta crônica de baterista acabou nos colocando em estado de estafa física e emocional: cada show era um inferno, precisávamos da ajuda de um amigo e tínhamos que ensaiar tudo do zero. Decidimos dar um tempo, descansar um pouco... e se passaram 13 anos.


Isso de certa forma deve gerar uma grande frustração, pois vocês estavam com dois EP’s gravados e prontos para lançar e alcançar voos mais altos. O que levou ao não lançamento dos materiais?

O material era ótimo, estávamos confiantes de que abriria muitas portas. Porém, essa falta de baterista nos inibia de uma série de coisas, e a principal era essa. Não víamos sentido em lançar os trabalhos sem ter como agendar uma turnê promocional, e isso causou muito desgaste. Precisávamos de alguém junto, que pudesse viajar, fazer shows, sair do Rio Grande do Sul porque o plano era conquistar novos públicos. Fomos segurando o material, a banda acabou e nada foi lançado.

Treze anos depois a Dark Asylum ressurge das cinzas e com o lançamento de “Deep in the Madness”, que reúne o material gravado anos atrás. O que impressiona no EP de forma geral é o quanto soa atual. Provando o quanto a banda estava à frente de seu tempo. Qual a sensação de ter enfim essas composições rodando o mundo?

Obrigado meu velho, é uma satisfação enorme ouvir uma opinião forte como a tua e perceber ela tão positiva. Pra mim como compositor e pai de cada uma daquelas músicas é uma honra imensa.

E é isso velho... a sensação é essa, ver as pessoas finalmente tendo contato com as músicas me enche de orgulho e prazer. Durante esses anos, eu perdi a conta de quantas vezes fui cobrado para lançar esses EP’s direito, pelas pessoas que nos assistiram ao vivo e queriam ter pelo menos uma lembrança. E eu sou as cinzas (risos). Providenciei um lançamento à altura do material pois continuo acreditando nele e a resposta até agora foi incrivelmente positiva. Só posso ser grato a todos!

Além do lançamento digital em todas as plataformas streamings temos o EP em formato físico em um belo lançamento, tanto em prensagem como em parte gráfica. Os tempos são outros, mas a mídia física ainda soa importante?

Pra mim era essencial lançar os EP’s em CD, era parte do sonho. A minha geração cresceu colecionando, trocando, emprestando e conhecendo música através do material físico e é uma paixão que eu não poderia abrir mão depois de tanto tempo esperando.

Acho também que o CD funciona como uma validação do teu trabalho: significa que tu acredita tanto no que tu faz que resolveu investir mais e correr riscos com ele.


Pergunto dessa importância não como colecionador, mas sim como banda/empresa, pois ter uma banda é como um gerenciamento empresarial e todos os gastos devem ser revistos. Entendemos o quanto é caro lançar um material físico hoje em dia no mercado de forma independente.

Do ponto de vista empresarial é um tiro no escuro. Vender CD’s é algo em completo desuso, a maioria das pessoas não tem mais nem onde ouvir eles e é um material disponibilizado gratuitamente em todas as plataformas, como tu mesmo lembrou.

Mas... tem uma parcela dos fãs que fazem questão de ter essa obra na sua estante. Com a arte incrível do Günther Natusch, encarte com letras originais e traduzidas (algo bem incomum) e o som perfeito que só um CD tem.

E está disponível para todos via True Metal Records por um valor muito acessível, mais barato que uma cerveja na noite (risos).


Com shows memoráveis entre os anos de 2004/2008 qual a expectativa de retorno aos palcos?

Sinceramente, são baixas. Com a pandemia ainda nos assolando, as novas variantes do coronavírus e as coisas como andam no Brasil, nem ensaio físico conseguimos fazer atualmente. Quem dirá nos preparar para um show no nível que a banda precisa para fazer jus ao passado.

Atualmente estou dedicado a reformular a banda, lançar o material antigo e preparar coisas novas, construindo assim o legado que nos faltou nos anos iniciais. Desejo muito fazer shows melhores do que os do passado. Porém não são a minha prioridade agora.

Uma nova formação se estabeleceu e certamente uma nova chama se ascendeu como banda. O que a Dark Asylum planeja daqui em diante?

A palavra desse retorno é “Legado”. Eu penso e respiro essa palavra no que se refere a banda dia e noite. Da formação antiga, só eu retornei nesse momento, então, posso focar nisso, compor, gravar e lançar material com a banda, criar uma discografia sólida, construir um legado.

Tudo e todos estarão voltados para isso na nova formação, queremos arrancar cabeças dessa forma e claro, eventualmente, em shows realmente importantes, que nos impulsionem para frente.

Esses são, de forma geral, nossos novos caminhos para espalhar o vírus do Metal e angariar novos insanos para o Hospício! Aproveitando: Interne-se conosco no Instagram @darkasylumofficial e seja feliz numa cela acolchoada, ouvindo Metal, sem limites! E aguardem: “Underground Warriors” EP está chegando dia 23 de abril de 2022 para enlouquecer de vez quem tiver contato com o nosso som. Hail Headbangers!!!

 

Links:

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Youtube: https://www.youtube.com/user/deepinthemadness

Gravadora: https://www.instagram.com/truemetalrecords

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