Resenha por: Renato Sanson
O ano de 2021 marcou diversas mudanças no mundo, a continuação da Pandemia e também o 11° álbum de estúdio do Fear Factory sendo o último com o vocalista original Burton C. Bell.
A identidade sonora dos americanos é indiscutível, você coloca a bolacha para rodar e de cara já se sabe quem são. O que é ótimo por um lado, mas nem tanto por outro. O Fear Factory pouco modelou seu som nos últimos anos e “Aggression Continuum” soa facilmente como uma extensão dos lançamentos anteriores.
A formula musical é a mesma: Metal Industrial com muito peso, sintetizadores sinistros e as variações vocais conhecidas de Burton, mas que já soam repetitivas e cansativas. O que chama a atenção no novo trabalho é o peso e agressividade já característicos, mas a falta de inspiração na criação das composições pesa bastante, pois já na primeira ouvida é como se tivéssemos escutado o mesmo disco do começo ao fim.
Produção grandiosa, ótimos riffs e harmonias se fazem presentes com linhas de baixo e bateria esmagadoras, mas pouca criatividade.
Um futuro incerto assombra o Fear Factory, mas que merece um desfecho melhor para a sua grandiosa carreira no Heavy Metal.
Se um dia me perguntassem como seria música em si criadas por máquinas eu responderia: ouça Fear Factory.
Tracklist:
1. Recode
2. Disruptor
3. Aggression Continuum
4. Purify
5. Fuel Injected Suicide Machine
6. Collapse
7. Manufactered Hope
8. Cognitive Dissonance
9. Monolith
10. End of Line
Formação:
Burton (Vocal)
Dino Cazares (Guitarra, Baixo,
Arranjos)
Bateria (Mike Heller)

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