Blood Red Throne - Álbum: Imperial Congregation (2021 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson

A exportação extrema vinda da Noruega não é novidade para ninguém. Os maiores nomes do Black Metal saíram de lá. Mas o Blood Red Throne vai na contramão se assim posso dizer, pois os noruegueses apresentam já a duas décadas o poder do Death Metal old school.

Nascido no final dos anos 90 onde foi formada por músicos renomados de grandes nomes como: Satyricon, Emperor, Carpathian Forest dentre outros. Tendo atualmente apenas dois remanescentes de sua formação original o baterista Freddy Bolsø e o guitarrista Død. Onde continuam levando a profanação extrema e contra a religiosidade e dogmas mundo a fora, com sua sonoridade insana e violenta.

O 10° álbum de estúdio do quinteto – “Imperial Congregation” – não viria menos agressivo e feroz, trazendo a veia old school latente, mas com boas doses de Grindcore e Thrash, principalmente nos riffs que soam encorpados e repletos de variações, mas nada fora do contexto extremo.

Mesmo que não seja algo novo (e ainda bem) os riffs e melodias que aparecem casam perfeitamente com a violência dos vocais e linhas de bateria extremamente pulsantes e encaixadas no contexto, não diminuindo em nada a velocidade ou agressividade, sendo um plus a mais ao meio desse caos sonoro de muito bom gosto.

A produção soa impecável e deixa tudo ainda mais pesado e ríspido. Já em termos gráficos temos a arte assinada pelo monstro Marcelo Vasco, aí você tira as suas próprias conclusões dessa beleza artística blasfema e impura.

Resumindo, Death Metal sem frescura ou invencionices é apertar o play e bangear até o pescoço cair!

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