Resenha por: Renato Sanson
Os britânicos do Cradle of Filth nos apresentaram em 2021 o seu 13° álbum de estúdio sob a tutela de “Existence is Futile”, trazendo o que o grupo tem de melhor a apresentar em sua sonoridade diversificada.
Ainda que seja alvo de muitas críticas e até mesmo ofensas pelo público mais aficionado do Black Metal, os ingleses não deixam de flertar com a sonoridade mais obscura em sua estética, mas também não abrem mão dos diversos elementos incorporados em sua musicalidade que pode agradar ou não e até mesmo soar maçante ou desconexo com a proposta, porém, não podemos negar a incrível criatividade de Dani Filth.
Assim como diversas bandas do cenário altos e baixos também fizeram parte da trajetória do Cradle of Filth, seja pelas constantes mudanças de formação e também pelo excesso de experimentalismo em sua música que acaba pegando os fãs de surpresa e não agradando tanto quanto esperavam.
Musicalmente “Existence is Futile” soa mais cru e agressivo que seus antecessores (podendo dizer isso de “Thornography” (06) em diante), mas trazendo aquelas ambientações clássicas, aterrorizantes e sombrias, regado com excelentes riffs e melodias que remetem ao NWOBHM. Mas sem esquecer a visceralidade do Metal Extremo que fica latente nas 12 faixas destiladas (sendo ao total 14, duas bônus track que poderiam facilmente entrar no track oficial).
“Existential Terror” é um dos grandes exemplos dessa genialidade louca de Dani Filth, com alternâncias entre ambientações, melodias e riffs grudentos que casam perfeitamente com suas linhas vocais características e assustadoras.
“Existence is Futile” marca também a estreia da musicista Anabelle Iratni (voz, teclados, lira e orquestrações), não trazendo grandes diferenças de anteriormente, mas ao que cabe o seu papel é muito bem desempenhado e casando com a proposta da banda.
Ainda é cedo para falar, mas pode ser que estamos diante do melhor disco do Cradle of Filth em anos e também serve como uma boa porta de entrada para os que ainda não conhecem o show de horrores de Dani Filth.

Comentários
Postar um comentário