Pathology - Álbum: The Everlasting Plague (2021 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson

Pense em um disco brutal ao extremo e ao mesmo tempo com boas doses de melodia e riffs que grudam tanto que fazem você sair cantarolando? Sim, os americanos do Pathology conseguiram essa façanha em seu 11° disco de estúdio, o estúpido e visceral “The Everlasting Plague”.

A ferocidade apresentada na capa (um belo trabalho do artista Par Olofsson diga-se de passagem) se transmuta ao álbum, mas não se segura apenas no Death Metal insano e veloz. A técnica apurada é presente assim como as diversas variações que deixa o som em si diversificado e muito interessante.

As estruturas mais melódicas que até se entrelaçam com o Metalcore em alguns momentos não diminui em nada o peso e catástrofe sonora que apresentam. Já que os guturais soam insanos e sem pudor algum. Assim como os blast beats e suas variações técnicas, regados a riffs cavalares e melodias que surgem em momentos certeiros dando aquela quebra sem exagero e muito bem-posta.

A produção de “The Everlasting Plague” é bem limpa e cristalina, soando bem atual. Se distanciando do old school, mas não de sua essência nojenta e pesada.

Quinze anos de estrada, 11 álbuns lançados e muito Metal da morte por vir. Mesmo tendo apenas o baterista Dave Astor como remanescente da formação original, o mesmo continua levando a caoticidade do Pathology ao mais alto nível.  

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