Resenha por: Renato Sanson
A linha evolutiva dos gregos do Septicflesh impressiona! Não se contentando em manter uma sonoridade peculiar, mas sim cada vez mais em busca de uma identidade única e marcante.
O Death Metal apresentado pelo
quarteto soa mais que autentico, já que a brutalidade se entrelaça entre as
ambientações orquestradas e sinfônicas. Dando uma beleza incrível a sua dinâmica
sonora.
Em “Modern Primitive” (11° álbum
da carreira) não seria diferente e temos toda a pompa orquestral aliado a
brutalidade intrincada e técnica. Que beira a perfeição.
É impressionante ver como o
Septicflesh consegue aliar tamanha complexidade orquestrais e sinfônicas com a
agressividade de sua música, parecendo que ambas são uma só. Sem soar
deslocadas ou em caminhos opostos, mas sim uma complementação visceral.
Com riffs ferozes e guturais insanos
que se entrelaçam com vocais limpos que caem muito bem a cada lacuna, assim
como as melodias entonadas em cada composição. Um exemplo é a épica “Neuromancer”.
Além do jogo de cordas
diferenciados e complexos presentes no disco, também temos dois corais: um
adulto e um infantil. Que sutilmente deixam a sonoridade ainda mais soturna e
impactante. Seth Siro Anton (vocal/baixo), Sotiris (vocal/guitarra) Christos
(guitarra) e Kerim Lechner (bateria) soam como um rolo compressor sofisticado,
mas não menos sanguinário.
Para algo tão grandioso, a parte
gráfica não poderia ficar atrás e o vocalista Seth Siro Anton caprichou mais
uma vez. A arte que pode parecer simples à primeira vista é rica em detalhes e
entrega a parte lírica do trabalho, que tem como tema todas as nossas confusões
mentais e conflitos internos, que nos geram medo, raiva e amor. A versão
nacional em um Digipack de três painéis é ainda mais representativa, pois ao
abrir o mesmo a parte interna forma uma única imagem que transcende a temática da
guerra do nosso psicológico com nós mesmos.
Em termos de produção não há o
que questionar o trabalho do monstruoso Jens Bogren, que cuidou minuciosamente
da mixagem e de cada detalhe deste lançamento incrível.
Posso dizer que “Modern Primitive”
é uma obra de arte em formato sonoro e o melhor álbum dos atenienses até o
momento.
Formação:
Seth Siro Anton –
baixo/vocal
Sotiris Vayenas – guitarra/vocal
Christos Antoniou – guitarra/vocal
Kerim “KRIMH” Lechner – bateria
Tracklist:
1. The Collector
2. Hierophant
3. Self-Eater
4. Neuromancer
5. Coming Storm
6. A Desert Throne
7. Modern Primitives
8. Psychohistory
9. A Dreadful Muse
10. Salvation [Bonus Track]
11. The 14th Part [Bonus Track]
12. Coming Storm (Orchestral
Version] [Bonus Track]

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