Septicflesh - Álbum: Modern Primitive (2022 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson

A linha evolutiva dos gregos do Septicflesh impressiona! Não se contentando em manter uma sonoridade peculiar, mas sim cada vez mais em busca de uma identidade única e marcante.

O Death Metal apresentado pelo quarteto soa mais que autentico, já que a brutalidade se entrelaça entre as ambientações orquestradas e sinfônicas. Dando uma beleza incrível a sua dinâmica sonora.

Em “Modern Primitive” (11° álbum da carreira) não seria diferente e temos toda a pompa orquestral aliado a brutalidade intrincada e técnica. Que beira a perfeição.

É impressionante ver como o Septicflesh consegue aliar tamanha complexidade orquestrais e sinfônicas com a agressividade de sua música, parecendo que ambas são uma só. Sem soar deslocadas ou em caminhos opostos, mas sim uma complementação visceral.

Com riffs ferozes e guturais insanos que se entrelaçam com vocais limpos que caem muito bem a cada lacuna, assim como as melodias entonadas em cada composição. Um exemplo é a épica “Neuromancer”.

Além do jogo de cordas diferenciados e complexos presentes no disco, também temos dois corais: um adulto e um infantil. Que sutilmente deixam a sonoridade ainda mais soturna e impactante. Seth Siro Anton (vocal/baixo), Sotiris (vocal/guitarra) Christos (guitarra) e Kerim Lechner (bateria) soam como um rolo compressor sofisticado, mas não menos sanguinário.

Para algo tão grandioso, a parte gráfica não poderia ficar atrás e o vocalista Seth Siro Anton caprichou mais uma vez. A arte que pode parecer simples à primeira vista é rica em detalhes e entrega a parte lírica do trabalho, que tem como tema todas as nossas confusões mentais e conflitos internos, que nos geram medo, raiva e amor. A versão nacional em um Digipack de três painéis é ainda mais representativa, pois ao abrir o mesmo a parte interna forma uma única imagem que transcende a temática da guerra do nosso psicológico com nós mesmos.

Em termos de produção não há o que questionar o trabalho do monstruoso Jens Bogren, que cuidou minuciosamente da mixagem e de cada detalhe deste lançamento incrível.

Posso dizer que “Modern Primitive” é uma obra de arte em formato sonoro e o melhor álbum dos atenienses até o momento.

 

Formação:

Seth Siro Anton – baixo/vocal

Sotiris Vayenas – guitarra/vocal

Christos Antoniou – guitarra/vocal

Kerim “KRIMH” Lechner – bateria

 

Tracklist:

1. The Collector

2. Hierophant

3. Self-Eater

4. Neuromancer

5. Coming Storm

6. A Desert Throne

7. Modern Primitives

8. Psychohistory

9. A Dreadful Muse

10. Salvation [Bonus Track]

11. The 14th Part [Bonus Track]

12. Coming Storm (Orchestral Version] [Bonus Track]

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