Metallica: “Lux Æterna” e “Screaming Suicide”. Entre amor e ódio

Matéria: Renato Sanson

Tudo que o Metallica lança, virar notícias todos já sabem. Seja uma simples informação sobre de fato “qualquer coisa” ou um anuncio surpresa de sua nova turnê, disco novo e de quebra um single para matar a ansiedade dos fãs.

Pois bem, no dia 14 de abril teremos o 12° álbum dos americanos intitulado de “72 Seasons”. Com a ideia de 72 temporadas em volta dos nossos 18 primeiros anos de vida para sabermos o que realmente somos, o que muda ou não. Se somos verdadeiros ou falsos. Como explicou James Heatfield após o anuncio de lançamento.

O amor e o ódio sempre andaram ligados ao Metallica, desde a sua evolução musical ou mudança radical como muitos falam nos anos 90. Perdendo a sua essência Thrash e partindo para algo mais comercial. Em 2003 com “St. Anger” não seria diferente, o álbum apresenta ótimos momentos e riffs insanos, assim como linhas de batera bem inspiradas e agressivas de Lars, mas não foi o suficiente. Mesmo sendo um álbum extremamente premiado em sua época de 9 a cada 10 fãs da banda, odeiam o mesmo. Seja pela produção duvidosa, pela falta de solos ou por ter se “aproximado” do New Metal.

“Death Magnetic” soou para muitos como uma cópia piorada de “...And Justice For All” e “Hardware... to Self-Destruct” bom, mas nada demais. Agradar os fãs mais fervorosos do Metallica não é fácil não (me incluo neles, mas não tão radical *risos).

Referente “72 Seasons” a banda já liberou dois singles: “Lux Æterna” e “Screaming Suicide”.

O que temos musicalmente falando é realmente algo sem novidades, mas com extrema qualidade e podemos identificar tudo que o Metallica já criou nessas duas composições. Soando até mesmo mais datado e lembrando em muitos momentos passagens de “Kill ‘Em All” e “Ride The Lightning”.

Não espere pela fúria Thrash de “Metal Militia” ou “Trapped Under Ice”, mas por momentos a lá “Jump in the Fire” e “Scape”. Onde o Speed toma mais forma do que a agressividade em si. Remetendo bastante aos anos 80, mas será que agradou aos fãs?

Muitos estão questionando se é o Lars mesmo tocando, pois, o acréscimo de bumbos é bem evidente, porém nada que ele já não tenha feito anteriormente. Ainda mais se levarmos em conta que todas as suas características estão presentes em cada nota. Entrando para aquele seleto grupo de músicos onde: tocou uma nota você já sabe quem é. Goste ou não do dinamarquês, mas nesse quesito ele é muito F***

Estruturalmente temos duas composições simples, diretas e empolgantes. Refrões marcantes, riffs pegajosos e bem variados, o baixo bem mais presente do que nos últimos três lançamentos e solos bem característicos do Mr. Hammet. As linhas vocais de James seguem já o esperado com a mescla entre melodia e momentos mais agressivos.

Ruim? Em minha opinião não. Datado? Pode ser, mas de fato o Metallica não tem que provar nada a ninguém e quando buscaram se reinventar por duas vezes não tiveram a aceitação esperada. Então porque não brindar o passado e trazer essa nostalgia de volta?!

Ame ou odeie o Metallica segue fazendo turnês gigantescas, shows incríveis e nos apresentado ótimos álbuns, mesmo que alguns soem duvidosos, mas sempre encontram fãs fieis em cada fase que se aventurou.

Ouça os dois singles e tire suas próprias conclusões:




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