Por: Nicolas Cardoso
Poucas surpresas são tão gratas
quanto o lançamento de 13 anos atrás dos dinossauros do Heavy Metal alemão, Accept. Para o bem ou para o mal esse
álbum marcou no tempo e, mais de uma década depois, ainda é uma aula de Heavy
Metal. É impossível analisar instrumentos isoladamente sem ser brega e soar redundante:
“ah, a cozinha da banda é muito entrosada, as guitarras alternam perfeitamente
e o vocal é potente e cirúrgico...”. Eu poderia tecer mil elogios e pegar um
dicionário de sinônimos de adjetivos, mas sendo sincero, prefiro encurtar o
papo e dar a real, esses caras não merecem enrolação, não nessa análise desse álbum...
O que eles entregaram é uma obra prima, um conjunto PERFEITO de tudo que nele
contém. PONTO FINAL.
“BLOOD OF THE NATIONS” está para 2010 como “PAINKILLER” está para 1990. Ambos marcos irredutíveis de seu
estilo. Lançamentos impecáveis de mais puro HEAVY METAL. Com certeza são dois
Álbuns que O LOBO, CONAN e WOLVERINE comporiam suas playlists. Entende o que eu digo? Chega a
ser icônico, a obra se define tão bem que ela baliza seu próprio estereótipo
SEM SER brega. Um som SINCERO, moderno sem modernismos. Você consegue imaginar
uma execução honesta. Aqui critico pessoas demasiadamente fantasiadas que
costumam fingir que estão em décadas passadas apesar de serem pirralhos na cena
ROCK gente que vive de nostalgia que não viveu. Esse não é o Accept! Esses caras são monstros com um
legado incrível e teriam todo direito de remastigar sua história e lançar mais
do mesmo, mas foram além disso. Ah tá esse álbum é diferente, e daí? Acontece
que eles nunca soaram assim. Digo, em um álbum inteiro... Claro, tiveram
vislumbres, lapsos incríveis e assim se tornaram quem são. Mas nunca um lançamento
deles soou tão coeso.
De novo, aqui não vou falar de
faixas ou de execução particular de músicos. Esse review é simplesmente um “coloca
esse CD no teu top 10 pelo amor de Odin”!!!!!!
Ah, foi a estreia do novo vocal
da banda... Mark Tornillo. Casca grossa, experiente e um MONSTRO ao vivo. Esse
cara, APESAR do álbum coletivamente apagar qualquer execução que qualquer um pudesse
ter feito individualmente, DETONOU saca? Um monstro que se torna maior que o
criador, ou os criadores no caso... A criatura transcendeu! De onde tiraram esse
cara? Parece que o bicho é um alienígena que veio do Planeta Heavy Metal,
garganta de aço e voz de trovão!! Imagino esse cara num bar de estrada
empoeirado, tomando Jack Daniels puro com gelo, fumando charuto e ouvindo Judas
Priest ao ser abordado pelo guitarrista Wolf Hoffman
- Beleza? Ouvi dizer que tu
consegue dar uns berros que soam como METAL PESADO, quer entrar na minha banda?
Voltei faz um ano e queremos fazer um negócio visceral.
Mark bafora novamente, olhar
azedo, sorriso de canto de boca, encara o forasteiro e diz:- ESPEREI MINHA VIDA POR ISSO!
Eis mais uma bandeira cravada na
História do Heavy Metal. O CARA certo na BANDA certa, no momento certo. Isso é Accept meus amigos! Isso é METAL! ISSO
é “Blood of the Nations”!

Comentários
Postar um comentário