Por: Renato Sanson
A impressão deixada nos dois
trabalhos anteriores – “Reason and Faith”
(13) e “Once and for All” (16) –
foram das melhores possíveis. Pois estávamos diante de um novo nome poderoso do
Power metal nacional, cheio de vitalidade e inspiração.
Passados mais de seis anos chega
ao mundo seu 3° álbum de estúdio, “Art In
Extreme Situations”. Grandioso, épico e desafiador.
O 3° álbum sempre tem aquela mística
de ser: ou vai ou racha. Sendo historicamente o divisor e muitas vezes o melhor
álbum de diversas bandas. A maturidade em “Art
In Extreme Situations” é de cair o queixo, assim como a produção que contou
com a mixagem e masterização pelo genial Adair
Daufembach nos EUA. Então você já pode imaginar que a qualidade da
bolachinha é do mais alto nível.
O álbum também marca a estreia do
novo baterista Alessandro Kelvin e
do vocalista Kleber Ramalho, que
demonstraram não sentir a pressão e é como se sempre fossem parte da sonoridade
do Perc3ption, com linhas técnicas e
incríveis de ambos. Kleber casou
muito bem com a proposta sonora e com seus alcances elevados deu ainda mais versatilidade
musical.
O Power Metal intenso e horas
mais obscuros está ali presente em cada nota e passagem. Mas com maiores
variações e sim, muito peso. Os riffs saem com extrema facilidade da dupla Rick e Glauco, que também não economizam nas melodias e solos de impacto. As
linhas de baixo de Wellington trazem
o estalar do trovão e deixa a parceria com a bateria ainda mais saborosa. Tudo
ambientado por algumas orquestrações e teclados sutis trazendo maior harmonia.
Liricamente “Art In Extreme Situations” vai da Segunda Guerra Mundial à Van
Gogh, passando por Anne Frank e Viktor Frankl. Um trabalho complexo que
exigiria uma sonoridade instigante para cada letra expressada.
Sem mais delongas, estamos diante
de um dos melhores álbuns de 2023! Me cobrem se eu estiver errado. Mas ao ouvir
“Young Voice of the Holocaust” e “The Starry Night” você vai entender o
que estou dizendo.

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