Entrevista - The Ogre: "sempre busco sonoridades novas que cause um sentimento específico para cada música"

Por: Renato Sanson

Músico entrevistado: Diogo Martins (vocal/guitarra)

 

São quatro álbuns de estúdio lançados, mais um EP ao vivo sob uma estética impossível de rotular e ao mesmo tempo familiar aos ouvidos dos mais acostumados com a música extrema. Essa variação e peculiaridade nasceu como?

Minha base vem do heavy tradicional então os Iron Maiden, Judas e Megadeth estão presentes. No entanto, sempre busco sonoridades novas que cause um sentimento específico para cada música que case com o tema abordado na letra.

A mente doentia por trás de todo esse apanhado é sua Diogo. Que grava e compõe todas as linhas. Quais os prós e contras para esse formato?

De certa forma você acaba encarando todos os problemas de frente, se torna um compositor melhor, não existe a desculpa de “ah ficou ruim porque tal membro fez besteira”, não. Você é o responsável e se algo está ruim é porque você fez errado. O trabalho se torna bem pessoal então também o sentimento de quando está pronto é muito gratificante. Acho que o lado ruim é não ter o input de outras ideias diferentes das suas que acabam surpreendendo de forma positiva.

Falando sobre o lançamento mais recente o EP “Live Of The Dead” temos uma formação completa: você nas guitarras e vocais, acompanhado de Gabriel Salgado (baixo) e Alfredo Carvalho (bateria). Como surgiu a ideia deste lançamento?

Eu sempre quis ter o material ao vivo para ver como funcionam as músicas sendo apresentadas nesse formato, uma coisa é gravar e colocar diversos elementos para complementar a música, agora tocar em trio ao vivo é outra coisa e fiquei muito satisfeito com o resultado.

Em termos de formação, o The Ogre ficará assim para o próximo álbum ou somente ao vivo os demais músicos participarão?

Não tenho objeção alguma em colocar o pessoal para dar ideias e gravar suas partes, mas do jeito que componho e gravo acabo fazendo tudo dessa forma que fiz os álbuns anteriores, então o próximo segue o mesmo formato.

Se pegarmos do primeiro lançamento lá em 2015 até o presente momento, a variação musical é quase infinita, mas com a faceta extrema do Death Metal como base. Conte-nos sobre o processo criativo do The Ogre.

Esse “estilo” fluiu naturalmente. Gosto de muita coisa desde o hard rock até o extremo e essa linha que acabaram seguindo as composições. Normalmente as músicas surgem de algum riff de guitarra que acabam evoluindo para uma música completa. As vezes esse riff pode mudar para uma melodia de piano ou baixo. Esse experimentalismo vai aos poucos formando a composição final.

Fale também sobre a ideia do EP “Repulsive Illusion” lançado em 2022, que certamente deixou os fãs de Guns N’ Roses de cabelo em pé (risos). Ideia sensacional, sem contar a musicalidade que é totalmente surpreendente.

Gosto de brincar com as artes, acho que com EPs sinto mais liberdade de fazer isso, nos álbuns sigo uma linha mais séria. O Repulsive Illusion é basicamente um remix eletrônico da We Ride With Demons. Quem fez esse trabalho foi uma amiga minha das antigas que hoje em dia é uma DJ bem conhecida, Amanda Mussi. Quis explorar algo diferente na minha música com um ponto de vista totalmente desconhecido pra mim, fiquei satisfeito com o resultado.

A arte do EP ao vivo fiz a mesma brincadeira, mas prestando homenagem ao pôster do filme Madrugada Dos Mortos (1978).

“Aeon Zero” é considerado o ápice da banda até o momento. O que podemos esperar para um vindouro lançamento?

Sempre vou manter a identidade musical do The Ogre, mas com certeza terá elementos diferentes e músicas com identidade própria, se faço alguma música que se parece com outra acabo descartando e aproveito os riffs para outras.

Liricamente as letras soam tão complexas quanto a sonoridade. Em que você se inspira para tais?

Sempre tento ler bastante (quando tenho tempo) para buscar inspiração e aprender a apresentar de uma forma melhor a estória que estou passando. Desde livros de contos macabros, ocultismo ou coisas diversas interessantes ou misteriosas.

Finalizando, nos fale os planos do The Ogre para daqui pra frente e o espaço final é de vocês! Muito obrigado pela disponibilidade.

Quero agradecer vocês pelo espaço para falar um pouco de minha música. No momento estou concentrando na composição e gravação do próximo álbum, se correr tudo como planejado até o fim do ano estará pronto, vamos ver.

Obrigado novamente e ROCK ON BROTHERS!

 

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