Entrevista – Phornax: O André Matos teve uma parcela importante em nossa trajetória

Por: Renato Sanson

Músico entrevistado: Cristiano Poschi (vocal)

O Phornax ficou longe da cena por 10 anos. O que se deve a esse grande hiato?

Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade da entrevista ao Heavy and Hell, é muito importante este trabalho de divulgação da cena, trabalho este que o portal faz com maestria. Bom sobre este hiato, ele ocorreu, pois, uma banda é formada por pessoas, e cada pessoa tem seus pensamentos, ideias, etc... Então chegou um determinado momento ali que foi preciso dar um tempo para justamente alinhar essas ideias e podermos retornar com o foco que a banda merecia.

2023 vocês anunciaram o seu retorno e com dois novos integrantes–Mauricio Ramos (baixista) e Alessandro Marques (guitarrista) – como se deu o contato com os novos integrantes?

O Alessandro e o Mauricio nós já conhecíamos da cena, o Ale foi o guitarrista da Fathers Face e o Mauricio baixista da Fireway, ambas bandas do underground rio grandense, eles possuem uma qualidade impressionante e casaram bem com a proposta do Phornax, o Mauricio atualmente vive em Portugal, e estamos com foco em construir nosso nome na Europa então tudo vem a calhar. O Alessandro hoje, além de ser nosso guita, é também responsável pela produção, e pelas pré-produções fica notória a qualidade musical que ele carrega consigo.

É cedo para falar ou o Phornax já está com um novo álbum sendo composto?

Não é cedo não, estamos trabalhando arduamente para lançarmos o nosso álbum debut este ano ainda, estamos finalizando as pré-produções e pretendemos anunciar ainda neste primeiro semestre o primeiro single e o álbum para o segundo semestre 2023.

O EP “Silent War” foi um belo cartão de visitas para os fãs do Heavy Metal em geral. Trazendo uma abordagem direta, melódica e com variações interessantes. Qual foi o aprendizado com este lançamento?

O EP Silent War foi composto e gravado entre 2009 e 2011, estamos falando aí de aproximadamente uns 15 anos, mesmo assim, quando hoje ouvimos os sons, eles soam atuais, essa é uma característica que demonstra a qualidade dos sons gravados. Claro que o Phornax de hoje é um Phornax maduro, mais experiente e tenho certeza que os novos sons mostrarão isto, mas essa base do EP, sem dúvidas tem um peso muito importante neste novo caminho da banda.

O direcionamento musical seguirá o de “Silent War” ou teremos novidades?

Sim, inclusive todos os sons do EP serão regravados com esta formação e serão incluídos no novo álbum. Então a ideia é trazer as características deste novo Phornax, mas mantendo a receita do EP.

Nesses 10 anos parados muita coisa mudou no cenário metálico. Como vocês enxergam as atuais mudanças com as mídias sociais sendo mais importantes do que um lançamento propriamente dito?

Então... quando lançamos o EP, na época, existiam outros canais, hoje a coisa está muito mais digital, encaramos isso com naturalidade, inclusive já estamos com nosso perfil atualizado no Spotify e em todas as mídias, acreditamos que a evolução é isso... são mudanças que vem para somar, agregar... faz parte.

Em 2012 vocês realizaram a abertura do show do Viper com André Matos em Porto Alegre. Conte-nos sobre este momento e essa experiência?

Nossa, esse show foi nosso último show e é memorável por vários aspectos, inclusive porque o André, que foi o vocalista do Viper na época, não está mais entre nós, uma perda inestimável para a cena. O Phornax abriu o show do André Matos Solo no Opinião, este show do Viper também no Teatro do CIEE, então de certa forma ele teve uma importância para a trajetória do Phornax. Sobre o show em si, tivemos a correria normal de show, e mesmo assim as resenhas foram muito positivas, foram momentos memoráveis.

Sem uma ordem de preferência, mas quais os principais influenciadores do Phornax?

 São vários, mas dentre eles podemos destacar Nevermore, Judas, Mercyfull Fate, Behemoth, Sepultura, Iron e Arch Enemy.

Para finalizar, deixe um recado aos fãs que já acompanham a banda e para os que não conhecem o que podem esperar para 2023 da ‘fornalha’.

Estamos trabalhando ao máximo para uma fornalha de sons revigorados, com o DNA do Phornax de 10 anos misturado ao que cada um viveu neste período e aliado a evolução nos timbres e nos processos de trabalho que uma banda de metal possui hoje. Estamos ansiosos para mostrar o que estamos preparando. Gostaríamos de reiterar nosso agradecimento pela oportunidade desta entrevista e aos fãs que nos acompanharam e nos acompanham neste retorno.

 

Links:

https://open.spotify.com/artist/76LmZ46ji4oW7Qhq6UM1f3?si=YmH_pOh6QVWm4LjwtfyntA

https://www.instagram.com/phornaxband/

 

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