Por: Renato Sanson
2021 marcou o lançamento do 4° disco de estúdio do The Ogre, “Aeon Zero”. “Banda” capitaneada por apenas um músico: Diego Martins (vocal/guitarra) e sua mente doentia e criativa.
Pois, o que o The Ogre apresenta
é algo fora da curva e instigante. Temos como faceta principal o Death Metal,
mas as transições e sonoridades vão muito além. Poderia dizer que chega mais
próximo de um Progressive Death Metal, mas penso ser muito mais.
É mais do que técnica envolvida e
mirabolâncias, mas sim uma musicalidade com identidade e transitando por
diversas vertentes.
A gama de riffs com as camadas de
solos e peso do baixo e bateria trazem um som peculiar e muito atrativo aos
ouvidos, até mesmo para os menos acostumados com o som extremo, já que as
vocalizações também diversificam entre partes agressivas e limpas.
O experimentalismo apresenta seu cartão de visitas no disco, assim como passagens eletrônicas e sinfônicas,
beirando a uma quase loucura extrema.
Falando assim pode soar estranho,
mas ao apertar o play você irá se surpreender positivamente e o melhor, o The
Ogre é nosso, do Brasil e mostra que a nossa safra metálica é melhor do mundo!
A produção de “Aeon Zero” soa
coesa e bem polida, mas nada artificial muito pelo contrário, os timbres
sangram as caixas de som e fazem os graves suarem para dar conta. Nada mais
justo para um som ímpar.
Ouça e tire suas próprias
conclusões, mas cuidado: o risco de viciar é grande!

Comentários
Postar um comentário