Resenha – Banda: Enslaved – Álbum: Heimdal (2023 – Shinigami Records)

Por: Renato Sanson

Uma das discografias mais longas do Metal Extremo e em constante metamorfose. Os noruegueses do Enslaved nos apresentam o seu 16° álbum de estúdio e sua veia progressiva/atmosférica e intrincada continuam ali.

Porém, em “Heimdal” (que traz a história do ser mais místico da mitologia nórdica, letras sensacionais) temos um flerte maior com o Black Metal, não como lá no início dos anos 90, mas maior agressividade e passagens mais extremas, que ganham força ao meio de toda a progressividade apresentada.

Que diga-se de passagem está cada vez mais bela e acentuada, seja pelas linhas vocais variarem bastante conforme o clima ou pelas ambientações do teclado que trazem uma viagem sonora setentista e em muitos momentos com os sintetizadores no comando.

As linhas de guitarra estão muito bem-postas e apresentam sim sua complexidade costumeira, mas trazem mais simplicidade nos momentos mais agressivos, remetendo o início de sua carreira, que se entrelaçam nesses momentos com os vocais mais agressivos.

Mas, nada que beire aquela atmosfera lá do ínicio, pois não demora muito para o clima abstrato tomar conta e nos transportarem para uma viagem musical rica e incrivelmente variada e fora da curva.

O Enslaved impressiona mais uma vez e agrada os que já são fãs dessa fase Avant-Garde que iniciou lá nos anos 2000 e afasta ainda mais os fãs da fase old school. Por mais que ainda aja um equilíbrio em “Heimdal”, a complexidade toma conta e se torna mais uma obra prima intrigante que necessita de várias audições para ser compreendia.

 

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