Por: Renato Sanson
Uma das discografias mais longas do Metal Extremo e em constante metamorfose. Os noruegueses do Enslaved nos apresentam o seu 16° álbum de estúdio e sua veia progressiva/atmosférica e intrincada continuam ali.
Porém, em “Heimdal” (que traz a
história do ser mais místico da mitologia nórdica, letras sensacionais) temos
um flerte maior com o Black Metal, não como lá no início dos anos 90, mas maior
agressividade e passagens mais extremas, que ganham força ao meio de toda a
progressividade apresentada.
Que diga-se de passagem está cada
vez mais bela e acentuada, seja pelas linhas vocais variarem bastante conforme
o clima ou pelas ambientações do teclado que trazem uma viagem sonora setentista
e em muitos momentos com os sintetizadores no comando.
As linhas de guitarra estão muito
bem-postas e apresentam sim sua complexidade costumeira, mas trazem mais
simplicidade nos momentos mais agressivos, remetendo o início de sua carreira,
que se entrelaçam nesses momentos com os vocais mais agressivos.
Mas, nada que beire aquela
atmosfera lá do ínicio, pois não demora muito para o clima abstrato tomar conta
e nos transportarem para uma viagem musical rica e incrivelmente variada e fora
da curva.
O Enslaved impressiona mais uma
vez e agrada os que já são fãs dessa fase Avant-Garde que iniciou lá nos anos
2000 e afasta ainda mais os fãs da fase old school. Por mais que ainda aja um equilíbrio
em “Heimdal”, a complexidade toma conta e se torna mais uma obra prima
intrigante que necessita de várias audições para ser compreendia.

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