Por: Harley Caires
Salve Headbangers, eis que o In Flames chega ao seu décimo trabalho de estúdio e consegue fazer o que esperávamos da banda a muito tempo, olhar para o passado, mas sem esquecer a bagagem que adquiriu ao longo dos anos, por isso mesmo que para nossa sorte a fase pula, pula foi deixada de lado e temos aqui aquela formula do death metal melódico, mas soando maduro e até mesmo interessante, vendo que essa é uma visão de quem estava longe da banda a um bom tempo.
Claro que se existe um mérito a
ser apontado é o fato de que eles nunca se repetiriam, ou seja, a cada trabalho
era uma surpresa do que estava por vim e agora eles nos apresentam “Foregone” o
que me atraiu bastante interesse como citei acima.
Arrisco a dizer que um dos acertos para tudo estar soando diferente aqui é a entrada do excelente guitarrista Chris Broderick que desde a época do Megadeth ele prova que não sabe fazer algo abaixo da média, e os bons sinais estavam vindo como por exemplo no primeiro single “State of Slow Decay” uma faixa bem agressiva, mas que não abre mão das influencias incorporada pela banda nos seus últimos trabalhos.
“The Beginning Of All Things That
Will End” faz seu papel como intro, tem um ar meio oriental a medida que vai
dando espaço para a violência da já citada “State Of Slow Decay”. Sem tempo
para descanso vem “Meet Your Maker” aqui Anders Fridén merece um puxão de
orelha pelo que ele vinha fazendo era nítido que ele estava em uma zona de
conforto e sons como esse e a dupla que batiza o álbum “Foregone pt01 e 02” criam
um bom contraponto entre a agressividade e as partes que são totalmente a cara
do In Flames.
O aclamado Gothenburg Sound tem o
In Flames como um dos seus percursores e eles sabem dessa responsabilidade por
isso que ouvir “The Great Deceiver” reforça essa premissa e na verdade foi isso
que esse registro me passou uma grande sensação de que o metal extremo ainda
corre nas veias do In Flames. Vale agora torcer para que essa retomada seja
gradativa.

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