Resenha - Banda: Macabre - Álbum: Sinister Slaughter (93 / 2023 - Reedição de 30 anos)

 Por: Renato Sanson


Em 1993 o Macabre lançava “Sinister Slaughter”. O clássico da banda e muito cultuando entre os fãs de Metal Extremo. Em termos musicais não há do que reclamar, pois a mescla entre Thrash, Death, Grind e outros toques que vão do Jazz ao Progressivo mostram a capacidade técnica e doentia de criar musica extrema sem barreiras.

Doentio podemos classificar, já que as linhas vocais urradas se entrelaçam com linhas mais agudas no estilo King Diamond, dando todo o horror necessário a obra.

Porém, não posso deixar de mencionar que com o passar dos anos fui me afastando do Macabre e dessa insistência em falar sobre assassinos em série, ainda mais com a popularização dos mesmos e de estarem atualmente enraizados na Cultura Pop.

Seja em filmes, séries e documentários. Trazendo em alguns casos uma “visão” mais “humana” do ser desprezível que tirou várias vidas inocentes. Em minha opinião essas “pessoas” deveriam ser esquecidas, pulverizadas da sociedade e não enaltecidas como é em muitos casos.

Em um mundo doente que estamos vivendo o Macabre adoece o mesmo um pouco mais, com esse fanatismo sobre Serial Killers.

A ideia lá nos anos 90 era chocar e deixar as pessoas horrorizadas com aquela temática, e deu certo, muito certo. Tanto que se passou 30 anos e cá estamos nós falando dessa edição especial lançada pela Nuclear Blast e Shinigami Records.

Eu sei, você que é fã de Death Metal com certeza não é a resenha que gostaria de ler, mas como disse nos parágrafos acima: musicalmente são insanos, beiram a perfeição extrema. Liricamente, poderiam apostar em outras formulas de horror.

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