Entrevista – Incarecerated: [...]se a banda é boa e faz um som foda vai ter espaço em qualquer lugar
Por: Renato Sanson
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| Músico entrevistado: Lander Silva (vocal/guitarra) |
Lander, primeiramente muito obrigado pela oportunidade e gostaríamos que nos contasse deste teu novo momento como músico fora do país.
Eu quem agradeço a oportunidade
de poder mostrar um pouco do trabalho da Incarcerated para todos que acompanham
o Heavy And Hell e o grande trabalho do Renato Sanson. Desde que cheguei em
Londres em 2016 e com o término das atividades da The Sceptic após a saída do
Cipriano Maffei eu continuei compondo músicas no estilo Thrash e Death Metal,
neste período participei de um projeto chamado Keelhauling e fiz parte da
Decrepid, uma banda de Old school Death Metal de Londres, mas eu tinha algumas
outras ideias que eu coloquei em prática após iniciar a Incarcerated.
O legado deixado por você e pela The Sceptic ainda ecoam o underground
gaúcho. Existe a possibilidade de a banda lançar algum material inédito ainda?
Tenho ainda algumas músicas
escritas daquela época e algumas ideias que eu registrei após o lançamento do “Biopsychosocial”
em 2018, mas por momento eu tenho tempo somente para me dedicar a Incarcerated,
sem pretensão de gravar algo com a The Sceptic.
Não demorou muito para você voltar à ativa, e agora temos a banda londrina/brasileira
Incarcerated. Como surgiu o convite?
Eu diria que a Incarcerated é uma banda europeia/brasileira que iniciou atividades em junho de 2021 quando eu encontrei o baixista inglês Andy Butler, que estava procurando por banda e logo encontramos o guitarrista espanhol Rafael Rojo e começamos a tocar e compor juntos, logo o batera italiano Alberto Pesco apareceu para uma jam session comigo gravada em vídeo, o resto da banda gostou e logo o quarteto estava formado. Somos uma banda de músicos de diferentes lugares e influências o que ajuda a enriquecer o nosso som.
Qual a diferença da cena gringa para a nacional? Já que você estava/está inserido em ambas.
Neste momento estou mais inserido
na cena londrina, aqui há muitas bandas boas bem como no Brasil, muita
concorrência e também muito espaço e lugares para tocar, os espaços sempre
contam com um engenheiro de som e as vezes roadie também. Leva-se muito a sério
e se estimula mais do que no Brasil o aspecto cultural aqui na Europa, essa é a
principal diferença que vejo.
O EP autointitulado do Incarcerated é um belo cartão de visitas. Mostra
o poder do Thrash/Death Metal, com aquele toque brasileiro de violência. A
recepção do mesmo está sendo o esperado?
Exatamente Renato, gostaríamos de trazer uma pegada mais agressiva e violenta de Thrash e Death Metal com as composições e que a mixagem trouxesse uma atmosfera mais dos anos 1990, muita gente gosta disso e aqui a recepção está sendo ótima! Seja de outros músicos e o público em geral comenta conosco.
Em termos de Brasil, em sua visão o que os bangers tem achado do Incarcerated?
Pelo fato de sermos uma banda muito nova no cenário fora de Londres tenho poucas opiniões acerca de Brasil, mas muitos amigos brasileiros os quais mostrei o nosso trabalho nos deram uma opinião positiva.
Quais os prós e contras de ter uma banda de Heavy Metal fora do seu
país de origem?
Até este momento eu não vejo
muita diferença entre bandas estrangeiras e bandas daqui quanto a recepção do
público ou oportunidades profissionais, se a banda é boa e faz um som foda vai
ter espaço em qualquer lugar e é exatamente isso que a Incarcerated busca, ser
melhor a cada dia.
Finalizando, gostaria que comentasse os planos futuros do Incarcerated
e deixo espaço final a você. Mais uma vez, muito obrigado!
O plano da Incarcerated para este
ano é ir até as finais no Metal Battle Metal to the Masses onde a banda
vencedora terá a chance de tocar no Bloodstock, um dos maiores festivais de
Metal daqui e temos estúdio marcado de setembro a janeiro para a gravação do
nosso primeiro full length, que será gravado no estúdio The Rogue de Londres
onde já produziu trabalhos de músicos como David Ellefson e a mixagem ficará a
cargo de Russ Russel produtor de bandas como Napalm Death, At the Gates, Evile,
Brujeria, Dimmu Borgir entre muitas outras.
Gostaria de agradecer a
oportunidade de responder esta entrevista em nome da Incarcerated e parabenizar
o teu trabalho Renato e nossa parceria de tantos anos desde quando estava no
Brasil, obrigado meu amigo, We are Incarcerated!!


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