Resenha – Banda: Mávra – Álbum: Dark Incantations (2025)

Por: Renato Sanson

Nascida em 2018 na cidade de Suzano/SP, a Mávra vem com o intuito de trazer de volta aquela atmosfera mais Occult dos anos setenta aliado ao bom e velho Heavy Metal dos anos oitenta.

A ideia não é inovar, mas sim ser uma espécie de homenagem aos grandes nomes como Black Sabbath, Mercyful Fate, Candlemass e por aí vai...

Mas não pense que a banda não tem sua própria atmosfera e identidade. Muito pelo contrário, as composições são cheias de vida e com muita personalidade. Como podemos ouvir na abertura “The Awake of the Witch” com seus riffs pegajosos e um refrão marcante.

Tendo em suas lacunas Fernando Iser (guitarra/vocal), Paulo Henrique (guitarra), Uriel Erick (baixo) e J.I.Índio (bateria), a Mávra destila experiência, satanismo e composições solidas. Ao decorrer do debut essa solidez fica ainda mais clara e músicas como “Mr. Carter” (com uma melodia central belíssima), “Moonlight” e “Malleus Maleficarum” mostram essa áurea poderosa e cheias de singularidade. Com muita homogeneidade e uma simplicidade que encanta, pois o simples funciona e muito bem!

A Mávra traz o Heavy Metal velho de volta ao jogo, com uma ótima produção e uma capa que merecia um vinil (arte de Wagner de Matos) é um prato cheio para os saudosistas e pode soar como uma descoberta sonora aos mais novos.


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