Por: Renato Sanson
Confesso que não conhecia o som dos suecos do Dynazty. Apenas sabia que era uma banda de Hard Rock e que estava escalada no cast do Bangers Open Air. Como o estilo não está entre os meus preferidos, realmente não busquei conhecê-los.
Um grande erro, pois, ao receber
o material promo da Shinigami Records me deparo com “Game of Faces”, seu oitavo
álbum de estúdio. Ao dar o play, uma grata surpresa sonora! Ainda que a veia
musical seja o Hard Rock, musicalmente vão além e trazem influencias do Power e
do Metal mais tradicional e com boas doses de modernidade.
As melodias são belíssimas, assim como as camadas de vozes e backing vocals, dando uma tônica mais acessível, mas sem perder a essência do peso. Guitarras com riffs estridentes e solos melodiosos do mais alto nível. Com um baixo-bateria pulsante e que eleva toda essa carga à frente, assim como as linhas de teclado que soam discretas, mas dão toda a pompa necessária.
Um álbum que já nasceu com três singles
de sucesso: “Game of Faces”, “Devilry Of Ecstasy” e “Call Of The Night”. Dizer
o que desses refrões? A não ser viciantes e com estruturas dignas de serem tão
aclamadas no tracklist.
Mas não se resume só a essas três
belas composições, o álbum como um todo é de encher os ouvidos e destaco a
também enérgica e contagiante “Die to Survive” e o encerramento com a poderosa “Mystery”.
A produção ficou a cargo da própria
banda, mas tendo em sua mixagem o gênio Jens Bogren então você já sabe que o
alto nível aqui impera. A arte gráfica que é muito bela e casa muito bem com o
titulo do trabalho ficou sob responsabilidade do brasileiro Gustavo Sazes e
quem conhece os trabalhos do Gustavo, sabe que o mesmo não brinca em serviço e
sempre nos apresenta um material diferenciado e de extrema qualidade.
Finalizando, para quem é fã
continuará ainda mais e para quem não os conhecia (assim como eu) pode ser um
deleite sonoro e uma oportunidade incrível de colocar mais uma banda em sua
playlist e coleção de discos.
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