Por: Renato Sanson
A ideia do Macabre sempre foi chocar horrorizar e mostrar todo o seu fascínio por Serial Killers. O que me fez me distanciar da banda, pois como expliquei na resenha do Debut “Sinister Slaughter” (93), essas pessoas deveriam ser esquecidas e não cultuadas e enraizadas na Cultura Pop.
Pois bem, deixando isso de lado
(não sei se é possível) temos o relançamento de outro grande álbum do Macabre, “Dahmer”
lançado em 2000 e trazendo a história do “canibal de Milwaukee”.
Tecnicamente e criativamente o
Macabre é um show a parte. Estruturas musicais muito bem feitas e que transitam
entre o Death, Thrash, Grind, Prog e até mesmo o Jazz. Trazendo uma gama sonora
insana e rompendo as barreiras do Metal Extremo como um todo. Ao mesmo tempo em
que soa simples, alguns segundos depois é um show de complexidade. As linhas
vocais são outro ponto de destaque, o gutural clássico com partes mais rasgadas
e o famoso vocal agudo, que, trazem todo o desespero e deboche do que estão
trazendo liricamente.
São 26 faixas contando a história
desse ser doentio que merecia ser esquecido. A audição fica carregada com
tamanho deboche entre as faixas e trazendo o horror que as vitimas passaram,
mas também a complexidade mental que se passava na cabeça deste ser.
Se o Macabre investisse em outras
opções de horror quem sabe eu os apreciaria mais, mas também pode ser que não
teriam o mesmo destaque que tem e tiveram com toda essa exposição e adoração a
um tema tão complexo e negativo.
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