Resenha – Banda: Immortal – Álbum: War Against All (2023 – Shinigami Records)

 Por: Renato Sanson

Com a saída de Abbath o Immortal virou uma certa incógnita, pois, mesmo Demonaz estando na banda criando as letras, o mesmo já não se apresentava ao vivo devido a uma doença que o impedia de tocar na velocidade requerida pelo grupo norueguês.

Mas em 2010 já conseguiu retornar a tocar guitarra e com o desfecho amargo com Abbath, Demonaz volta ao posto de guitarrista, compositor e agora vocalista.

2018 marcou essa nova fase do Immortal com “Northern Chaos God” em um álbum mais visceral e retomando aquela sonoridade mais reta e suja de “Pure Holocaust” (93) e “Battles in the North” (95).

Já em “War Against Wall” traz aquela sonoridade mais limpa e marcante criada em “Sons of Northern Darkness”. Os riffis de Demonaz soam marcantes e repletos de variações, além de ótimas melodias e partes limpas que casam com a sonoridade mais fria e intensa do Immortal. O que de fato os o consagrou e os transformou em um dos maiores nomes do gênero.

A produção soa bem limpa, mas não tirando o peso e agressividade, que encaixou perfeitamente com as linhas vocais do mesmo. Que são totalmente entendíveis em um scream que não soa forçado, mas em muitos momentos até mesmo declamados, com letras intensas e cheias de reflexões nórdicas. Um ponto altíssimo na carreira do Immortal desde os seus primórdios.

Acompanhando Demonaz neste novo álbum temos a dupla Arve Isdal (baixo – Enslaved) e Kevin Kvale (baterista – Horizon Ablaze), que não ficam devendo em nada aos seus antecessores. Não descaracterizando a sonoridade da banda e entregando o verdadeiro Black Metal que o Immortal sempre fez.

Demonaz mostrou que pode sim dar a volta por cima e não necessita do antigo membro para entregar música de qualidade aos seus fãs e seguir honrando o legado poderoso do Immortal.

 


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